sábado, 25/maio/2024
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Soja: falta de apetite dos fundos contribui para preços abaixo dos US$ 10

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Em um momento em que o mercado internacional da soja vem buscando informações que possam lhe direcionar, o comportamento dos fundos tem sido acompanhado bem de perto pelos traders. Neste momento, segundo explicam analistas e consultores, não há uma brecha entre os fatores que regem os preços que seja capaz de fazê-los voltar à ponta compradora de forma consistente, ao menos por enquanto.

Nesta semana, porém, algumas instituições financeiras começaram a sinalizar perspectivas ligeiramente melhores para os preços da oleaginosa, porém, no longo prazo. Para os últimos três meses do ano, a projeção é de que a média dos futuros da commodity seja de US$ 9,72 por bushel. Já para o intervalo de outubro a dezembro de 2018, as estimativas já apontam para algo próximo de US$ 10,18.

As expectativas de preços em alta mais adiante contrastam com o retorno dos fundos de hedge para uma posição líquida mais curta em Chicago nesta última terça-feira, pela primeira vez em 13 meses. Além disso, o fluxo de recursos tem “bastante espaço para acrescentar algumas posições que, neste cenário de fundamentos negativos, não é uma má ideia”, explica a corretora Benson Quinn Commodities, sinalizando a pressão da grande safra brasileira e mais a área recorde que é esperada para os Estados Unidos nesta nova temporada.

Na última semana, os fundos venderam posições em todo o complexo soja, na medida em que os futuros do grão bateram próximo das mínimas de um ano e observando ainda a forte queda dos preços dos óleos vegetais mundo afora. Segundo explica o analista internacional Bryce Knorr, do portal Farm Futures, os “fundos de hedge dobraram suas apostas negativas na soja adicionando 28,024 contratos em sua posição vendida”.

No óleo de soja, o ‘aumento’ da aposta na baixa foi de 20%, com as vendas de 11,440 mil contratos. No complexo, o pequeno suporte pode ser observado no farelo, onde os fundos seguem comprados, mas sem muita expressividade. As vendas, nesse caso, foram de 6,694 mil contratos.

“Os fundos passaram, rapidamente, de uma posição comprada – naquele momento em que a Argentina começou a apresentar problemas com o excesso de chuvas, isso foi em fevereiro – e de lá pra cá, tem se desfeito de posições compradas na soja e no complexo como um todo”, explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities.

Na sequência, e ainda vendidos, os fundos começam a se atentar ainda mais às condições de clima nos Estados Unidos e o risco que há nesse momento – com tudo ainda podendo acontecer – sobre o plantio da soja, que deve ser iniciado em maio.

“Se houver mesmo esse risco, os fundos vão ter que inverter a mão, e o mercado pode subir rápido. Então, os fundos, com certeza, podem jogar o mercado para cima ou ainda mais para baixo a depender desse risco”, diz Vanin.

Para Flávio França Junior, consultor de mercado da França Junior Consultoria, os fundos estão, de fato, a procura de motivos para voltar às compras. “Na semana passada, eles até tentaram, mas não há nada no que se agarrar agora”, explica. “E eles devem encontrar isso na especulação climática (para a nova safra dos EUA)”, completa o executivo.

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