Política

Sem explicar como, Wilson Santos diz que tem proposta para zerar déficit de Mato Grosso

O deputado Wilson Santos (PSDB), que deve ser um dos expoentes na oposição ao governador Mauro Mendes (DEM), disse que vai apresentar um pacote de medidas que possibilitarão Mato Grosso terminar 2019 com o déficit financeiro zerado. Apesar da alta confiança e de garantir que “não estou fazendo discurso”, o parlamentar não revelou quais serão as sugestões alegando que a proposta está em construção.

O que Wilson Santos adiantou é que fará o conjunto de propostas baseado nas duas versões da Lei Orçamentária Anual (LOA) que foram encaminhadas ao parlamento no ano passado e que as sugestões serão encaminhadas por meio de emendas à LOA e ao pacote de medidas apresentado hoje por Mauro Mendes para equilibrar as contas do governo.

“Baseado nas duas propostas orçamentárias, de setembro e de dezembro, eu vou apresentar uma proposta que é possível zerar tudo isso isoladamente. Eu não tenho a proposta fechada, estou terminando, vou fazer um conjunto de emendas e nós vamos mostrar que é possível o governador Mauro Mendes encerrar 2019 com este déficit zerado”, garantiu.

Apesar de não ter estudado a lei que faz alterações na regra de concessão do Reajuste Anual Geral (RGA) dos servidores públicos do Estado, o deputado disse que pretende usar sua experiência como prefeito da capital para entregar a solução ao governo estadual.

“O que o governo disse ontem é que ele é a favor do RGA, mas não tem dinheiro para pagar. Eu vou sugerir a ele [Mauro Mendes], porque eu fui prefeito de Cuiabá e quando eu assumi tinha três folhas atrasadas: em 56 dias eu paguei tudo e nunca mais atrasou. Então, vou fazer sugestões daquilo que eu como gestor público fiz. Não estou aqui fazendo discurso”, enfatizou.

O parlamentar também analisou o pacote de medidas entregues hoje por Mendes, que, conforme Só Notícias informou, inclui a mudanças nas regras do RGA, o Novo Fethab, a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual e a reforma administrativa. Santos se disse “simpático” aos ajustes e que deve fazer emendas pontuais antes de aprová-los.

“O que pode haver mais complexidade, principalmente se esta matéria ficar a partir de 1º de fevereiro [quando a Assembleia for renovada], é em relação à reforma administrativa, que eu sou simpático a ela também. Eu gostei de uma forma geral, mas vou fazer emendas, adequações e sugestões de melhorias. São matérias oportunas e que atendem à necessidade de ajustar o Estado”, concluiu.

Só Notícias/Marco Stamm, de Cuiabá (foto: Marcos Lopes/arquivo)