O embaixador da Bélgica no Brasil, Chris Hoornaert, disse hoje, em Cuiabá, que estreitar as relações entre a Bélgica e Mato Grosso representa uma oportunidade estratégica tanto para o fortalecimento do comércio internacional quanto para a construção de parcerias sustentáveis de longo prazo. “Vejo Mato Grosso como um Estado de enorme potencial econômico e com grande importância para as relações entre Brasil e União Europeia. Existe espaço para ampliarmos a cooperação em áreas como logística, sustentabilidade, inovação e comércio internacional, fortalecendo conexões que geram desenvolvimento para ambos os lados”, declarou.
No comércio bilateral, a Bélgica já ocupa papel relevante como porta de entrada de produtos brasileiros no mercado europeu. No caso de Mato Grosso, destacam-se as exportações de soja, algodão, carnes bovinas e madeira perfilada. Já as importações provenientes da Bélgica concentram-se principalmente em produtos industriais de maior valor agregado, como fertilizantes, polímeros, componentes industriais, químicos e equipamentos técnicos.
A Bélgica temmuma das economias mais industrializadas e integradas ao comércio global, sendo reconhecida como um dos principais hubs logísticos da Europa. O país abriga o Porto de Antuérpia-Bruges, considerado um dos mais importantes da Europa para circulação de commodities agrícolas, fertilizantes, produtos químicos, combustíveis e cargas industriais. Além da forte atuação nos setores de logística, tecnologia, indústria química e farmacêutica, a Bélgica ocupa posição estratégica dentro da União Europeia.
O embaixador visitou a sede da Federação das Indústrias de Mato Grosso debatendo possibilidades de parcerias ligadas ao fortalecimento da competitividade industrial, qualificação profissional, internacionalização da indústria e desenvolvimento sustentável. Ele teve audiência com o vice-presidente Edgar Borges, e conversaram também o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, recentemente firmado e considerado uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O acordo prevê redução gradual de tarifas, ampliação das relações comerciais e maior previsibilidade regulatória entre os blocos econômicos, informa a assessoria.


