Política

Blairo recebe cúpula do PFL e vai aguardar pesquisa para decidir filiação

O governador Blairo Maggi ficou de conversar com os líderes do Partido Popular Socialista (PPS) em Mato Grosso e também aguardar o resultado de uma pesquisa que encomendou para decidir se continua no partido ou se transfere para o Partido da Frente Liberal (PFL). O convite oficial para ingressar na agremiação da Frente Liberal foi feito hoje à tarde, por integrantes da Executiva Nacional do partido, que visitaram o governador.

Maggi recebeu em seu gabinete, numa reunião que durou cerca de uma hora, o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), o vice-presidente, senador José Agripino (líder do PFL no Senado), o membro nato, senador Marco Maciel, o líder do partido na Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ), o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (também vice-presidente do partido), ao lado de dirigentes em Mato Grosso, como o presidente do diretório regional, o ex-prefeito de Várzea Grande, Jaime Campos, o senador Jonas Pinheiro, além de deputados e outros dirigentes.

“O governador recebeu muito bem o convite e o está analisando de forma simpática. Eu acho que de forma favorável. É claro que, como todo político, ele tem que examinar com cuidado uma posição de mudança partidária e nós temos que respeitar esse prazo para que ele faça a maturação necessária para sua decisão”, disse Bornhausen, durante entrevista coletiva à imprensa no Salão Nobre do Palácio Paiaguás. Segundo o presidente nacional do PFL, Maggi é um homem empreendedor, vencedor e que realiza uma administração respeitável em Mato Grosso. “Ele tem futuro político”, acrescentou.

Blairo Maggi disse que o convite para que ingresse no PFL já tinha sido feito há alguns dias pela executiva estadual e se sentia lisonjeado. “Agora preciso conversar com meus companheiros do PPS. Não quero deixar o partido acéfalo, sem saber o que vai fazer”, disse Maggi. Segundo o governador, a pesquisa que encomendou é para conhecer o sentimento do da população. “A sociedade compreende isso? As futuras coligações como seriam recebidas? Como isso é visto. Quando tiver a pesquisa irei informar”, disse o governador. Para ele, o PPS deu sustentação ao governo na eleição de 2002 e ajuda a governar. “Sempre tive bons amigos no PPS”, ressaltou.

Segundo o governador, as dificuldades com o PPS são em relação à posição do partido em manter candidato à presidência da República nas próximas eleições. Maggi disse que nos encontros que manteve com o presidente nacional do PSS, deputado Roberto Freire, tanto em Cuiabá, como em Brasília, sempre defendeu seu ponto de vista.

“Tanto eu, como o Eduardo Braga [governador do Amazonas], sempre defendemos que o PPS não deveria ter uma candidatura presidencial nesse momento, até para que o partido pudesse crescer nos estados com candidatos aos governos estaduais e outros cargos nas proporcionais, uma vez que poderíamos fazer as coligações que nos interessassem no estado”, afirmou. E, para ele, não é esse o entendimento que o PPS tem hoje.