PUBLICIDADE

Secretário prevê arrecadação maior mas recomenda cautela a prefeitos de MT

PUBLICIDADE

O secretário de Fazenda, Eder Moraes, recomendou hoje, aos prefeitos mato-grossenses cautela com as finanças públicas dos municípios ano que vem. O alerta foi feito durante palestra no Encontro de Prefeitos Mato-grossenses, em Cuiabá. Segundo Moraes, embora sejam animadoras as perspectivas do comportamento da economia mundial e brasileira para o próximo ano (a previsão é que o Produto Interno Bruto – PIB tenha crescimento de 5% no país), há também um temor de que a desvalorização do dólar em relação ao real verificada nas últimas semanas se acentue e afete a rentabilidade do segmento do agronegócio, reduzindo as margens de lucro do setor rural.

O câmbio pode provocar perdas na comercialização dos principais produtos da pauta de exportações do Estado, como soja, milho, algodão, madeira e carne. Isso pode gerar frustração de receita para o Estado, uma vez que o agronegócio responde por cerca de 70% do PIB de Mato Grosso e interfere em 32 atividades da economia.

Por conta desses indicadores, o secretário de Fazenda informou que, para 2010, o Governo do Estado trabalha com projeção de crescimento de 7,42% do Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), o qual os municípios recebem 25% do total arrecadado.

Moraes afirmou que a evolução da arrecadação estadual em 2009, mesmo com a econômica mundial, deve-se ao esforço fiscal do Governo do Estado, que vem implementando uma política fiscal austera e socialmente justa. "Temos de comemorar esta performance positiva, pois não tem sido fácil aumentar a receita sem majorar os impostos. A maioria dos estados sofreu queda de arrecadação. Os prefeitos têm de entender esse esforço fiscal. As dificuldades enfrentadas pelos municípios devem-se à drástica queda de repasses feitos pelo Governo Federal", disse.

Nos dez primeiros meses de 2009, os repasses referentes à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) a Mato Grosso reduziram 46,80%; ao IPI Exportação, 26,89%; ao FEX, 10,76% e ao Fundo de Participação dos Estados (FPE), 5,52%.

Mesmo com a redução das transferências federais a Mato Grosso e a crise econômica mundial, o Governo do Estado honrou seu compromisso com os municípios ao garantir os repasses às prefeituras. De janeiro a outubro de 2009, na comparação com igual período do ano passado, o Estado repassou 10,99% a mais de recursos às prefeituras, o equivalente a R$ 105,3 milhões, sendo R$ 38,9 milhões das receitas do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do ICMS e R$ 66,4 milhões referentes ao Auxílio Financeiro aos Estados (FEX), com o objetivo de fomento às exportações desoneradas pela Lei Kandir.

O secretário observou que o repasse do FEX foi antecipado pela União do segundo para o primeiro semestre do ano por conta da intervenção do Governo do Estado junto ao Ministério da Fazenda. "Somos parceiros dos municípios e solidários em suas constantes lutas para garantir o equilíbrio fiscal e melhorias à população. Porém, alertamos que estamos no limite do nosso esforço fiscal e qualquer tipo de antecipação de receita por parte do Estado é vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)", acentuou Moraes.

IPVA

Na ocasião, Eder Moraes conclamou os prefeitos a auxiliarem o Fisco estadual no desenvolvimento de ações para melhorar a arrecadação do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Isso porque, do total arrecadado, 50% é destinado ao Estado e 50% ao município onde estiver licenciado o veículo.

Para tanto, a Gerência de Informações do IPVA (GIPVA) do órgão tem informado, em ofício, às prefeituras o valor total do imposto passível de recuperação por município. Para tanto, sugere ações como: solicitar aos contribuintes a Certidão Negativa de Débito (CND) do IPVA para que sejam concedidos benefícios fiscais, para que participem de licitações, a fim de prestar serviços, por exemplo.

Outras medidas sugeridas são: implementação ou intensificação de diligências policiais quanto ao recolhimento do imposto; emissão de avisos de cobrança aos contribuintes inadimplentes; e realização de campanha de conscientização quanto à necessidade do pagamento do IPVA para a arrecadação municipal.

 

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Segunda maior importadora do Estado, Sinop diminui volume de negócios

Indústrias sediadas em Sinop importaram inúmeros produtos, de diversos...

IBGE aponta aumento na renda dos mato-grossenses

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou,...

Ministro do TCU libera novos consignados do INSS após recurso

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU)...
PUBLICIDADE