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Cuiabá: médicos aceitam piso inicial de R$ 3 mil e greve pode acabar

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Os médicos que trabalham na rede municipal de Saúde de Cuiabá aguardam com expectativa para hoje a posição do prefeito Wilson Santos em relação a proposta apresentada pela categoria na terça-feira durante encontro de representantes do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) e do município. A proposta prevê um piso salarial de R$ 3 mil a partir de janeiro, com prazo de até 5 anos para que a categoria receba o piso nacional de R$ 8 mil.

Durante a reunião o prefeito pediu um prazo de 48 horas para decidir se aceita o valor ou se apresenta uma contraproposta. Os médicos entendem que a flexibilização da forma do pagamento é uma demonstração de que a categoria está aberta a uma negociação para por fim ao impasse que se arrasta desde o dia 1º de setembro e vem causando transtornos à população. O piso pago hoje varia entre R$ 600 e R$ 800, fora as gratificações que somam um salário de R$ 3,8 mil. Com o impasse, até agora, segundo o Sindimed, entre médicos demitidos e demissionários do Pronto-Socorro de Cuiabá, o número chega a 58. São 24 cirurgiões (23 demitidos e 1 em aviso), 20 pediatras (18 demitidos mais 2 em aviso), 10 anestesistas (aviso prévio), 3 clínicos (demitidos) e 2 ortopedistas (aviso). Já o número do PS apresenta um total até agora de 45 demissões protocoladas (6 deles com duplo vínculo).

Com a demissão dos cirurgiões do box de emergência do PS de Cuiabá (23 segundo o Sindimed e 20, segundo relatório do PS), e a transferência dos casos graves para o PS de Várzea Grande, o que tem provocado na unidade uma superlotação, decidiu-se que um fluxograma será montado e encaminhado à Secretaria de Estado de Saúde. É para que o Samu saiba para onde levar os pacientes.

Na noite de quarta-feira, esta indefinição levou uma vítima de acidente a ficar cerca de 2 horas dentro da ambulância à espera de atendimento. Segundo o PS, o médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Fábio Monduzzi Figueiredo queria deixar a paciente no PS porque teria visto uma entrevista do superintendente do PS dizendo que a partir do dia 14 haveria cirurgiões no box. Só que no momento não havia ali nenhum cirurgião. A mulher só foi transferida para o PS de Várzea Grande após ter início a uma parada cardíaca. A plantonista administrativa registrou um boletim de ocorrência relatando a ausência de cirurgiões no box.

 

 

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