Saúde

Saúde Sorriso capacita 180 pessoas para intensificar campanha contra hanseníase

Com o objetivo de intensificar ainda mais a campanha contra hanseníase, a Secretaria Municipal de Saúde de Sorriso está capacitando toda a equipe médica e quadro de agentes e funcionários ligados a área da saúde do município.
São 180 pessoas no total, entre agentes comunitários de saúde e médicos, que já foram capacitados, e técnicos em enfermagem, que serão capacitados nos próximos dias. Segundo a responsável pela campanha, Lucila Caldart, essas pessoas estão recebendo instruções para auxiliar na detecção da doença. “Quanto mais pessoas souberem e conhecerem a doença, mais fácil será de encontrar novos casos”, disse.

Só Notícias apurou que ainda neste mês de agosto a secretaria realizará um seminário voltado para médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área da saúde para esclarecer dúvidas referente a hanseníase e informar como ela se manifesta, bem como pode ser detectada.

“Algumas pessoas que estão diretamente ligadas aos pacientes não sabem como são os sintomas da hanseníase. Nosso objetivo, com o seminário, é esclarecer todas as dúvidas possíveis, dessa forma fica mais fácil deles próprios encaminharem os pacientes para a secretaria para que recebam atendimento e tratamento”, completa.

Mato Grosso é o Estado que disputa o 1º lugar no mundo em casos de hanseníase, igualando-se com Índia em números de casos. Em Sorriso, só neste ano foram registrados 67 casos da doença. A de prevenção é pela aplicação da vacina BCG, em duas doses, sendo uma a cada 6 meses. A doença tem cura e na primeira dose do tratamento, 99% dos bacilos são eliminados e não há mais chances de contaminação.

Não é uma doença hereditária e é transmitida pelas vias aéreas, porém, a infecção dificilmente acontece depois de um simples encontro social. O contato deve ser íntimo e freqüente. De 7 doentes, apenas um oferece risco de contaminação. Das 8 pessoas que tiveram contato com o paciente com possibilidade de infecção, apenas 2 contraem a doença. Desses 2, um torna-se infectante.

O tratamento pode durar de 6 a 12 meses, dependendo do grau a doença, e é 100% eficiente se for levado a sério do começo ao fim. Todos os medicamentos são distribuídos pela rede pública de saúde, gratuitamente.