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Taques diz que Mato Grosso sente impacto negativo da crise econômica e política

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O governador Pedro Taques (PSDB) considerou grave a situação do presidente Michel Temer (PMDB), que é investigado pela Polícia Federal sob a acusação de formar uma organização criminosa. De acordo com ele, Mato Grosso sente o impacto das crises econômica e política por conta da situação em Brasília, uma vez que elas afetam os repasses feitos pela União ao Estado.

“É a maior crise econômica do Brasil. Uma crise política sem fim que prejudica a economia, a economia prejudica a política, é uma tautologia, um raciocínio em círculo, isso é muito ruim e nós estamos sentindo isso em Mato Grosso com a diminuição dos repasses da União”.

O tucano explica que, apesar das acusações, o presidente precisa ser investigado e julgado antes de ser condenado. “A Câmara dos Deputados vai ter que autorizar ou não o processo contra o presidente da República. Não li a denúncia, mas os fatos são graves e merecem sim ser investigados”.

De acordo com o relatório do primeiro quadrimestre de 2017, as transferências do Governo Federal frustraram a receita do Estado. Ao todo foram repassados R$ 1,3 bilhão, sendo que o esperado era de R$ 1,5 bilhão. A baixa foi de 14,1%. Entre as principais quedas nos repasses federais está o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Foram repassados R$ 417,7 milhões, sendo que a previsão era de R$ 514,8 milhões. Em seguida está o SUS (Sistema Único de Saúde), com uma queda de 17,8%. Eram esperados R$ 92,3 milhões, mas a União repassou R$ 75,8 milhões. Com a diminuição dos repasses, o Estado vem enfrentado problemas na saúde com uma dívida que chegou a quase R$ 200 milhões parcialmente quitada.

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