Política

PFL quer Blairo afastado de Lula para apoiá-lo ano que vem

O esforço para reedição para 2006 da aliança que elegeu Blairo Maggi implicará em o governador se afastar do presidente Lula na eleição do ano que vem. Foi o que assegurou nesta sexta-feira o senador Jonas Pinheiro, um dos expoentes políticos do PFL e amigo pessoal de Blairo. “Se Blairo estiver com Lula, estamos fora; se não estiver, vamos conversar” – afirmou o senador pefelista, que não fala de candidatura própria, nem de nome, mas admite que o partido está pronto para ser cabeça de chapa.
     
Dos três partidos “mosqueteiro” do governador Blairo Maggi, o PFL é o mais forte, porém, o mais instável. Há dois fatores básicos que acabam se interligando: primeiro, o fato de que o PFL deve ser, preferencialmente, o aliado do PSDB nas eleições de 2006 a presidente. Inclusive, os liberais deverão lançar, a exemplo do que aconteceu nas duas eleições de Fernando Henrique Cardoso, o candidato a vice. Nesta sexta-feira, o senador Antero de Barros (PSDB) garantiu que a verticalização vai ser mantida para 2006.
     
Ou seja: se confirmada a aliança presidencial, com o advento da verticalização, aqui o PFL não terá outra saída a não ser se aliar ao PSDB de Dante de Oliveira. O próprio partido de Maggi, o PPS, que, possivelmente, não terá candidato a presidente – o que libera as aliança nos estados – deverá apontar no cenário nacional como oposição ao presidente Lula. O Partido Progressista, do deputado federal Pedro Henry, também está liberado, embora esteja integrado teoricamente na base de sustentação do presidente.
     
Maggi, no entanto, vê a situação de forma diferente. O projeto do governador sempre foi ter o PT como aliado. Com isso, no bom linguajar político, “mataria dois coelhos com uma só cajadada”: eliminaria uma candidatura adversária teoricamente forte, da senadora Serys, e ainda alavancaria sua reeleição no alto percentual de aprovação eleitoral do presidente, aferido nas últimas pesquisas da CNT/Sensus