Política

Ibama deve retomar atendimento normal após 1º de julho

Numa audiência, em Cuiabá, com o interventor do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Mato Grosso, Elielson Ayres de Souza, da qual participaram os prefeitos da região Norte, os senadores Jonas Pinheiro e Serys Marly, deputados estaduais e federais, confirmou-se a volta do funcionamento do órgão no Estado já no dia 1º de julho, com a liberação da ATPFs (autorização para o Transporte de Produtos Florestais).

Segundo o presidente do Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte, Augusto dos Passos, a preocupação agora é com o quadro de funcionários e com a situação da greve no órgão. “Houve uma proposição dos prefeitos da região em ceder funcionários para que o órgão tenha o seu funcionamento restabelecido, mas o órgão realmente volta a funcionar a partir do dia primeiro”, disse Passos.

Passos informou ainda que durante a reunião, foi muito comentado que madeireiros oportunistas, esses sim, serão punidos, mas aqueles com endereços fixos, com os funcionários registrados, que são associados ao Sindicato e que são organizados, que pagam todos os impostos, de agora em diante serão muito valorizados pelo Ibama.

Satisfeita com o resultado da reunião, a prefeita de Alta Floresta, Maria Izaura, reforçou as palavras do presidente do Simenorte, no tocante à regularidade a que deverão estar submetidos os madeireiros para gozarem do tratamento diferenciado pelo Ibama.

Quanto a preocupação manifestada pelo interventor em relação à greve dos funcionários do Ibama, Izaura confirmou o seu apoio quanto ao ceder funcionários para que tudo seja normalizado no próximo dia primeiro. Izaura comentou ainda sobre a moratória do desmatamento no Estado do Mato Grosso, por pelo menos seis meses, defendida pelo interventor em audiência pública sobre a Operação Curupira, da Polícia Federal (PF), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Biopirataria, que ouviu várias pessoas em 14 de junho. “Esse assunto foi comentado aqui, mas não deve acontecer já que só teremos uns dois ou três meses, porque depois vem o período das chuvas e a gente não vai poder mesmo retirar a madeira”, destacou a prefeita Maria Izaura.