
O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO) disse que a bancada do partido avalia com "tranquilidade" a decisão da presidente Dilma Rousseff de nomear o mato-grossense Neri Geller como ministro da Agricultura. Uma parte da bancada peemedebista está se rebelando contra o governo cobrando mais espaço no governo e não estaria contrariada a decisão de Neri assumir o comando do ministério. Ele foi indicado pelo atual ministro Antonio Andrade (PMDB-MG), que deixa o cargo para ser candidato. O governador Silval Barbosa (PMDB) e o senador Blairo Maggi (PR) – aliado de Dilma em Mato Grosso) também reforçaram a indicação de Neri.
Esta tarde, Geller foi ao Senado e procurou o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE) para informar que recebeu o convite e assumirá a pasta. Ontem, Geller e Andrade foram conversar com o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Alves (PMDB-RN) e o líder Eduardo Cunha para falar sobre a troca de comando no ministério – Neri estava ocupando a Secretaria de Política Agrícola considerado posto número 2 na hierarquia. É na Câmara que está a insatisfação dos peemedebistas com Dilma. Esta semana, por exemplo, eles se aliaram a oposição e aprovaram requerimentos convocando vários ministros e a presidente da Petrobras para explicar supostas irregularidades.
Enquanto Geller obteve apoio da cúpula, outros nomes estão sendo rejeitados. É o caso do atual presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Ângelo Oswaldo, indicado para ser ministro do Turismo. O presidente Waldir Raupp disse que ele “não pacifica” a bancada.
Atualmente, o PMDB comanda cinco ministérios – Previdência, Minas e Energia, Aviação Civil, Agricultura e Turismo.
O fato de Neri Geller, que é de Lucas do Rio Verde, ser ministro é histórico para Mato Grosso. O último mato-grossense titular de um ministério foi Dante de Oliveira, no governo Sarney, na década de 80.


