sábado, 20/abril/2024
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Chineses podem participar de consórcio para asfaltar a 163 no Pará

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O vice-presidente de uma das maiores empresas processadoras de soja do mundo, com sede na China, veio a Mato Grosso conhecer o potencial do Estado e as possibilidades de investimento. You Long, dirigente da CFCO, maior companhia chinesa no setor começou um roteiro de visitas no Brasil no último dia 6 e hoje passou por Cuiabá, onde manteve um encontro com o governador Blairo Maggi no Palácio Paiaguás. Responsável pela pesquisa e pelas compras da companhia, que tem mais de 50 anos, Long está particularmente interessado em conhecer a logística no Brasil, já que para atender ao aumento da demanda eles precisam buscar alternativas de abastecimento. Ainda nesta segunda-feira a comitiva chinesa vai até Água Boa visitar fazendas na região.

Depois de ouvir Blairo Maggi falar sobre os investimentos necessários para a pavimentação das rodovias BR-163 e BR-158, Long disse que vai levar estas considerações para os ministros e governo central da China. “Na China já ouvimos falar sobre estas rodovias. Vou conversar com o presidente sobre as possibilidades [de investimentos]. Voltaremos a conversar sobre o assunto”, disse You Long, que estava acompanhado de mais quatro funcionários da empresa responsáveis por setores como logística e finanças.

O encontro também foi uma forma de retribuir a visita que o governador Blairo Maggi e uma comitiva de empresários fizeram à China em maio do ano passado. Segundo o vice-presidente, o governo Chinês incentiva as empresas a saírem em busca de matérias primas. “Minha missão é pesquisar e buscar oportunidades”, disse Long ao governador e aos secretários Joaquim Sucena (Casa Civil), Luiz Antonio Pagot (Infra-Estrutura) e Cloves Vetoratto (Projetos Estratégicos), que acompanharam a reunião.

Maggi repetiu aos dirigentes o que tinha afirmado durante sua visita à China: se algum grupo quiser ajudar tem que investir em infra-estrutura no Brasil. “Sem investimentos não dá para escoar a produção nem fazer novos negócios. O Brasil terá que investir e quem chegar junto terá vantagens”, disse o governador. Os dirigentes chineses já visitaram os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) e também já esteve no Rio Grande do Sul, em Passo Fundo, e em Mato Grosso do Sul, onde conheceram Dourados. Em Cuiabá, depois do almoço e antes de embarcar para Água Boa, a comitiva esteve no Distrito Industrial visitando uma indústria esmagadora de soja.

O dirigente chinês chamou a atenção para um verdadeiro boom que está ocorrendo na China com a instalação de empresas esmagadoras de soja. Atualmente existem 169 unidades, das quais, 90 têm capacidade de esmagar mil toneladas por dia. Como a capacidade destas indústrias é de esmagar cerca de 60 milhões de toneladas/ano e a demanda não supera atualmente os 30 milhões, cerca de 50% destas indústrias ficam ociosas. “A tendência é que poucas empresas, apenas as maiores, sobrevivam”, disse You Long. Para o secretário Cloves Vettorato, está acontecendo na China o que já ocorreu no Brasil na década de 1980. Houve uma proliferação de esmagadoras que acabaram mais tarde quebrando em função da concorrência e da falta de demanda.

Ao responder sobre a situação da BR-163, o secretário Luiz Antônio Pagot explicou que não existe nenhum entrave ambiental para que as obras da rodovia, que liga Cuiabá a Santarém, sejam realizadas e, já no dia 30 de março, deve ser liberada a licença ambiental. Os investimentos necessários, que poderão ser bancados por um consórcio de empresas, são estimados em US$ 400 milhões e incluem a recuperação do trecho entre Nova Mutum e Guarantã do Norte, mais a pavimentação do trecho entre Guarantã e Santarém (PA) e incluindo a construção de portos em Itaituba, Santarém e Macapá. “A concessão é de 25 anos e o ponto de equilíbrio acontece em dez anos”, disse Pagot, enfatizando ainda a alta rentabilidade do negócio.

Quanto a BR-158, os investimentos necessários são de US$ 75 milhões e incluem a restauração, construção de pontes e a pavimentação de 427 quilômetros entre Barra do Garças e Ribeirão Cascalheira. “Eles têm interesse nessa estrada porque é uma saída para a ferrovia Norte-Sul”, explicou Pagot. A estrada permite a ligação com a ferrovia através dos terminais ferroviários da Companhia Vale do Rio Doce.

Para Luiz Antônio Pagot, os investimentos na BR-163 e BR-158 são de longo prazo e, para os chineses, um projeto mais viável no momento seria a possibilidade de se fazer contratos com o Porto de Cáceres, que poderiam resultar num aumento do volume de carga de 500 mil toneladas por ano através da Hidrovia do Rio Paraguai. “Seriam necessários investimentos num novo sistema de armazenagem em Cáceres, em transbordo e na operação entre Corumbá e Cáceres, com mais empurradores e balsas. Esse seria um projeto mais imediato e com menos dinheiro, já que envolveria contratos com financiamentos garantidos pela produção”, explicou

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