A Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Contra a Administração Pública e Fazendária, vai aguardar o prazo solicitado pela deputada Francisca Emília Santana Nunes (Chica Nunes), para concluir o inquérito que investiga irregularidades na Câmara de Cuiabá, no período que foi vereadora e presidiu o legislativo municipal.
Na última quarta-feira, a deputada oficializou por meio de seu advogado, que vai prestar depoimento à polícia no dia 30 de junho, às 17 horas, no gabinete da presidência da Assembléia Legislativa de Mato Grosso. “A delegacia vai respeitar o prazo e aguardar a oitiva da Chica Nunes para que ela dê sua versão dos fatos”, disse a delegada Maria Alice Amorim.
De acordo com a delegada, o inquérito relatado deverá ser encaminhado a Procuradoria Geral de Justiça logo em seguida.
Após algumas tentativas de protocolar a notificação, policiais da Delegacia Fazendária conseguiram esta semana notificar a deputada para marcar data, hora e local para prestar esclarecimentos no caso que apura fraudes em processos licitatórios, ocorridos nos anos de 2005 a 2006, gestão da ex-presidente do Legislativo, deputada Chica Nunes. Como parlamentar a deputada tem foro especial por prerrogativa da função pública que exerce.
As investigações foram iniciadas em julho de 2007, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e representação do Movimento de Combate a Crimes Eleitorais (MCCE). A polícia constatou que R$ 6.695.998,24 milhões foram desviados dos cofres públicos por meio de licitações fraudulentas.
Onze pessoas já foram interrogadas e indiciadas “na medida de suas responsabilidades”, frisa Maria Alice. Outras sete contribuíram com informações no inquérito. Eles vão responder por crimes de quadrilha ou bando; falsidade ideológica, falsificação de documento particular; falsificação de documento público; crime de peculato e crime de coação no curso do processo.
O inquérito é conduzido pelos delegados Lusia de Fátima Machado, Maria Alice Barros Martins Amorim, Alana Cardoso, Wylton Massao Ohara e Rogério Atílio Modelli, com a participação de doze investigadores e três escrivães.


