Polícia

Quadrilha do agrotóxico roubou mais de US$ 100 milhões

A quadrilha liderada pelo receptador Valdenir Bueno, de 51 anos, preso hoje em Campo Verde, é formada por mais de 40 assaltantes. A polícia também investiga Airton Antonio Novo, 48 anos. Ele também é procurado com vários mandados de prisão preventiva pela Justiça do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Juntos, os dois lideraram assaltos em empresas que deixaram prejuízos mais de US$ 100 milhões nos últimos oito anos em algumas cidades brasileiras. Bueno e Novo, segundo uma fonte da Polícia Civil, principalmente Novo, têm como base de atuação criminosa as cidades de Maringá e Cianorte, no Paraná. Bueno também mantém uma base criminosa em Minas Gerais e outra no Interior da Bahia. Somente em três assaltos realizados em Mato Grosso: um em Diamantino e dois na região Sul do Estado (Rondonópolis) – foram mais de 20 nos últimos anos -, a quadrilha especialista em roubo de agrotóxico deixou prejuízos avaliados em mais de US$ 10 milhões. A fonte também confirma, que todos os mais de 40 assaltantes que integram a quadrilha estão identificados, inclusive os dois líderes, todos fotografados. As identificações estão em um dossiê com a Polícia Civil de Mato Grosso e do Paraná. O roubo e a receptação de produtos agrotóxicos no Brasil é hoje uma das maiores fontes de lucros ilícitos do país, perdendo apenas para o tráfico de drogas. O agrotóxico, segundo a fonte, tem compradores certos, que também estão sendo investigados há vários anos. “As pessoas ainda não têm, sequer a noção do poderio creiminoso e financeiro dessa quadrilha. Ela tanto é especialsta em roubo e receptação de agrotóxicos, quanto é violenta”, afirma a fonte. Com cinco mandados de prisão preventiva em abertos, somente em Mato Grosso, foi preso um dos maiores receptadores do Brasil, líder de uma grande quadrilha especializada em roubos, furtos e receptação de produtos agrotóxicos. Trata-se de Valdenir Bueno, de 52 anos. A prisão aconteceu no início da tarde de hoje dentro de uma churrascaria no centro da cidade de Campo Verde. Bueno, segundo a Polícia, estava almoçando quando recebeu voz de prisão de uma quipe de investigadores chefiada pelo policial Divino Rodrigues e pelo delegado Fernando Vasco Spineli. O receptador não estava armado e não deu sinais de resistência à prisão. Além dos cinco mandados de prisão em Mato Grosso, Bueno também estava sendo procurado pelas policias de Goiás, Pará, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, estados onde também possui alguns mandados de prisão preventiva em abertos. Bueno já está recolhido a um das celas da Delegacia de Campo Verde, onde aguardará transferência nos próximos dias para Cuiabá, onde será interrogado pela Polícia e pela Justiça. O receptador aparece em todas os levantamentos realizados pela Polícia Civil de Mato Grosso, principalmente em investigações do delegado Maurio César Bencice desde 1997. A Polícia Civil desde então vem fazendo um levantamento completo, inclusive um dossiê com todos os roubos registrados e com fotos de dezenas de assaltantes integrantes das quadrilhas que vinham agindo no Estado, com prejuízos ainda incalculáveis das empresas assaltadas nos últimos oito anos.

Atualização de conteúdo em 24/4/2010
Airton Antonio Novo manteve contato com Só Notícias negando, com veemência, que tenha qualquer sociedade com Valdenir Bueno. Afirma ainda que as investigações apontaram que as denúncias não procedem. “Comprovei que não tinha nada a ver com isto. Os processos estão em andamento, já apresentei defesa e reafirmo minha inocência”. Me apresentei espontâneamente para a justiça de Pedra Preta e o mandado de prisão foi revogado e provando que não tenho nada a ver com os fatos.