PUBLICIDADE

GAECO Sinop cumpre mandado em Colíder na operação Regalo; prefeito em Santa Catarina é preso

PUBLICIDADE
Redação Só Notícias (foto: assessoria)

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) de Sinop cumpriu, hoje de manhã, mandado de busca e apreensão em Colíder (157 km de Sinop), em apoio à Operação “Regalo”, que foi deflagrada pelo Gaeco e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) de Santa Catarina, e apura supostos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro relacionados a contratos públicos firmados nas prefeituras de Balneário Piçarras e São João Batista (SC). Durante o cumprimento da ordem judicial em Colíder, foram apreendidos quatro aparelhos telefônicos e seis HDs, que serão submetidos à análise pela perícia técnica catarinense. Não foram informados o nome do investigado em Colíder e o local onde a ordem judicial foi cumprida.

Em Santa Catarina, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão. As investigações apontam indícios de atuação estruturada entre núcleos empresarial e político-administrativo, com possível pagamento de vantagens indevidas vinculadas à execução de contratos públicos. O G1 Santa Catarina informa que o prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB) foi preso preventivamente.

O Ministério Público de Santa Catarina informou que, “determinação do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos localizados nos municípios de Timbó, Biguaçu, Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colider.

O GAECO também prendeu empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas, e cumpridas medidas de busca e apreensão contra servidores, ex-servidores e agentes políticos. “As investigações tiveram início em 2024, sob a presidência do GEAC de Itajaí, no âmbito de procedimentos destinados à repressão de crimes funcionais praticados por prefeitos e outros agentes públicos. Esta fase da investigação busca aprofundar a colheita de provas relativas a contratos de prestação de serviços de obras e urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras, além de outros contratos deste Município e de São João Batista, nos quais se apuram indícios de atuação de um grupo político em conluio com um grupo empresarial. Conforme a investigação, há fortes indícios de que os investigados atuavam de forma estruturada, com divisão de tarefas, envolvendo núcleo empresarial e político-administrativo, mediante pagamento de propina correspondente a 3% dos contratos públicos vinculados ao Município de Balneário Piçarras e em valores variados em relação ao Município de São João Batista”, informa a assessoria do MP. 

“Só no Município de Balneário Piçarras às vantagens indevidas auferidas pelos investigados com o pagamento de propina, suportadas pelos cofres públicos, alcançam valores de aproximadamente R$ 485,9 mil”, acrescenta.

Há evidências na apuração que demonstram que os integrantes dessa organização criminosa continuam agindo ardilosa e sorrateiramente mediante o pagamento de propinas arcadas com o superfaturamento das obras públicas em municípios da região do litoral norte de Santa Catarina.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

PUBLICIDADE