Polícia

Aumentam golpes praticados pelo WhatsApp durante a pandemia em Sinop

Cresceu consideravelmente o número de golpes praticados pelo WhatsApp em moradores de Sinop. Várias denúncias já foram registradas na delegacia de Polícia Civil e muitas das vítimas tiveram grandes prejuízos. O delegado regional Carlos Eduardo Muniz informou, ao Só Notícias, que os investigadores estão fazendo triagem para tentar identificar os suspeitos e muitos praticam o golpe de dentro de presídios do Estado e várias partes do País.

“A polícia tem feito uma triagem muito grande nesses números que são usados para esse tipo de golpe. Temos identificado o modo de atuação dessas pessoas e a partir daí conseguimos identificar algumas que tem feito este tipo de golpe na nossa região. Na maioria das vezes, são pessoas que estão presas em diversas partes do nosso País e no nosso Estado também. Vamos ficar atento a essa situação”.

Os estelionatários se passam, na maioria das vezes por um conhecido ou parente da vítima, e a induzem a fazer depósitos como forma de empréstimo. “É importante falar que, neste período de pandemia, crimes de estelionatos acabaram crescendo na nossa região. Uma coisa muito importante para salientar é que o tipo de golpe mais comum no nosso município é uma pessoa se passando pela outra e solicitando dinheiro através do WhatsApp. A pessoa simplesmente utiliza uma foto de terceiro, age como se fosse ele e pede dinheiro para pessoas próximas”.

O delegado expôs que “hoje em dia é muito fácil adquirir dados, fotos de terceiros nas redes sociais, no meio virtual. Jamais devemos pedir dinheiro pelo WhatsApp, mesmo trocando de número, muitas pessoas tem caído neste golpe. Vamos informar toda a nossa agenda que a gente jamais solicita dinheiro pelo aplicativo. Se alguém lhe fazer a solicitação, peça que te ligue, não pelo WhatsApp, mas pelo número, para que você ouça a voz e confirme se realmente é a pessoa”, orientou.

Somente nesta semana, duas pessoas foram na delegacia registrar este tipo de crime.

Só Notícias/David Murba (foto: Só Notícias/Guilherme Araujo/arquivo)