Infelizmente, nesta terça-feira (07), o Estado de Mato Grosso viveu uma mobilização na Educação. A movimentação em questão paralisou escolas mato-grossenses – podendo ter atingido a mais de 700 unidades escolares – e é uma resposta à ausência dos repasses estaduais do Projeto Político Pedagógico (PPP) e do Programa de Desenvolvimento da Escola (PDE).
O não repasse da verba, no entanto, resultou numa dívida que chega a R$8 milhões de reais. Neste contexto, o Governo ainda procura negociar uma nova data para o repasse do valor em falta.
Vejo muito tristemente o atual cenário, afinal, pode ser que aproximadamente 300 mil alunos tenham sido afetados direta ou indiretamente em território mato-grossense.
Não tem nem como mensurar o enorme prejuízo sentido por nossas crianças, pelos professores e demais profissionais da Educação e também pelo Estado – que, sim, estabelece um cronograma para a Educação, possivelmente afetado por mobilizações como essa.
Ainda assim, é válido ressaltar que tal paralisação, apesar de acarretar muitas consequências negativas, é legítima e suscita uma discussão urgente. É inadmissível, por exemplo, que diretores de escolas façam dívidas pessoais em decorrência de uma falha de gestão.
Sendo ex-secretário de Educação de Cuiabá, vejo como prioritária a negociação entre os representantes da greve e os dirigentes do Estado, por acreditar que um bom diálogo poderá dar fim ao movimento de paralisação.
Um acordo rápido e eficaz culminaria em menos prejuízos para a nossa população – já que, desta forma, evitaríamos uma possível alteração do calendário escolar e geraríamos menores consequências aos alunos da Rede Estadual.
Enquanto vereador e representante da população cuiabana na Câmara Municipal de Cuiabá, me solidarizo com os profissionais da Educação, pois sei o quanto se dedicam à empreitada de educar por meio da Rede Pública e da paixão pela vocação.
Ainda no que tange à complexa pasta da Educação, torço para que a atual situação seja solucionada brevemente da forma mais amistosa possível.
Nesta terça-feira (07), a Educação de Mato Grosso viveu um curto hiato – mas de maneira exaustivamente triste.
Gilberto Figueiredo é vereador por Cuiabá