Um dos grandes desafios do professor do século XXI é oportunizar a formação de sujeitos independentes capazes de lidar com as múltiplas tarefas de seu dia a dia. Para tanto, é preciso que o educando desenvolva habilidades que possam ser efetivamente exploradas pelo educador, ou seja, este precisa ensinar o aluno a aprender.
A ampliação da leitura e escrita pautada em um ensino de estratégias sociocognitivas e metacognitivas pode contribuir para a promoção de competências e, consequentemente, a autonomia de cada indivíduo que circula o universo escolar. Assim, para que o educando torne-se capaz de monitorar a sua própria leitura e escrita satisfatoriamente, o educador necessita auxiliá-lo no monitoramento de sua aprendizagem, além de ensiná-lo a verificar seus conhecimentos, habilidades e a buscar novas fontes de conhecimento.
As estratégias sociocognitivas e metacognitivas, se adotadas como mecanismos inerentes aos processos de aprendizagem, vislumbrando alunos autônomos pode solucionar muitos dos problemas (co) relacionados a estes mecanismos, porém, aparentemente, não estão sendo contemplados os programas educacionais.
Contudo, é possível trabalhar a escrita e leitura apresentando os objetivos ou finalidades pretendidas com determinada atividade, pois passa a fazer sentido e/ou ter real valor significativo para o educando, fazendo-se muito mais produtiva do que as atividades expostas sem reflexão alguma.
Por fim, vale salientar a importância de possibilitar que o educador repense suas práticas e reavalie suas ações para que este reflita sobrea a formação enquanto mediadores do saber e mentores de estratégias sociocognitivas e metacognitivas que propiciarão ao educando a independência intelectual.
Karina Egias do Nascimento é mestranda Profletras/UNEMAT/Sinop e professora da rede pública de ensino


