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Falta “Educação”

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Começar um texto com o título acima tem o propósito de chamar a atenção do leitor para algo que vivenciamos e muitas vezes nos sentimos de mãos atadas para tentar resolver. Pedimos mais punições para as ações erradas, solicitamos diminuição da responsabilidade penal, mas esquecemos que punir é algo pós-ação. Deveríamos trabalhar mais para a prevenção. Prevenir crimes, infrações, acidentes e mortes depende principalmente da educação.

Para exemplificar coletamos a explicação de Educação no Wikipédia “Educação engloba o processo de ensinar e aprender. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos dessas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.”  

E essa educação, essa socialização e respeito as normas e regras da sociedade em que vive, depende principalmente do ensinamento de casa. Os exemplos, orientações e encaminhamentos dos progenitores são importantes para a constituição da base de uma sociedade. Viver em sociedade não é fácil, mas temos que aprender e principalmente respeitar regras e leis. Os crimes só acontecem porque alguém desrespeitou alguma lei, e isso é devido a falta de educação, a falta de respeito aos direitos do próximo. Porque apoderar-se daquilo que não me pertence? Por que destruir os bens públicos? Por que invadir propriedades alheias?

Se analisarmos bem encontraremos uma ponta de culpa na própria sociedade. O que vale hoje? O ter. Esquecemos de ensinar aos nossos descendentes a importância do ser. A importância do amor, do respeito. Nossa sociedade é consumista e capitalista ao extremo. Se não consumirmos, se não possuímos um capital estamos fadados a marginalização.

A resposta para muitas questões e problemas está na educação, não somente na educação formal, nas escolas, mas principalmente no conhecimento que a criança leva de casa para a escola. Afinal a escola não ensina a riscar paredes, destruir carteiras e nem a desrespeitar professores.

Valter Figueira é professor, escritor e mora em Carlinda

[email protected]

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