segunda-feira, 26/fevereiro/2024
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Calma, Blairo

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Blairo Maggi está batendo duro na Marina Silva. Também apareceu na mídia estadual, parece que postado pelo suplente do Blairo, Cidinho, trechos do programa da candidata que, no fundo, fala no uso social da terra.

Fala-se também que o Maggi estaria criando um comitê suprapartidário para Dilma Rousseff no estado e, claro contra a Marina. Sei não, mas talvez se esteja querendo pintar a Marina com cores acima do tom real.

Vamos por parte. A Marina defendeu com veemência seu ponto de vista sobre os transgênicos e o Código Florestal.

Perdeu nos dois assuntos e aceitou a derrota, como deve ser numa democracia. No geral, o setor empresarial, seja no campo ou na cidade, não gosta de quem lhes conteste.

Pode-se afirmar, no entanto, que o Brasil do litoral ou das grandes cidades aceitava o que a Marina defendia. Quanto ao uso social da terra, os programas de diferentes partidos falam também nisso.

Será, Blairo, que não seria interessante ter a Marina na presidência e o mundo lá fora passasse a acreditar que o Brasil cuidaria mais do seu meio ambiente?

E que, mais importante para o agronegócio, isso ajudaria a vender mais os nossos produtos no exterior?

Lembra da moratória da soja, ou o não financiamento do plantio da leguminosa na região amazônica, em que participou a Amaggi, Bunge, Cargill, Dreyfus e ADM?

Se não tivessem feito aquilo teriam diminuído suas vendas no exterior, concorda? Com a Marina na presidência não se precisaria mais de um ato daquele.

Além disso, não se precisa mais derrubar um pé de pau no estado. É só recuperar e usar as terras degradadas, você não concorda?

A alegação de que Marina, se ganhar, não teria base no Congresso para governar também não procede. Desde Collor de Mello e a burrice dele em querer governar diretamente com os descamisados e sem o Congresso ninguém vai mais por aí.

Lula quis esnobar o PMDB, lembra? Depois do mensalão, abraçou aquele partido com uma força tal que passa do limite.

Marina pode ter uma base diferente da atual no Congresso mas com certeza construiria uma maioria. Ela é inexperiente? O Lula também era.

E até amedrontador, empresários falavam em mudar para Miami, lembra?

Marina tem um argumento novo a seu favor: compromisso de só ficar quatro anos. Em quatro anos não daria para quebrar o setor agropecuário, concorda?

O setor do agronegócio parece que só tem um grande assunto a resolver no Congresso: Funai e a questão indígena. Que se reúna com a candidata a arranque dela um acordo futuro sobre isso.

O que há, senador, é uma fadiga nacional com o PT e o PSDB.

Aliás, pesquisa Datafolha mostrou que 72% do eleitorado quer mudança. Essa disputa entre os dois partidos vem desde 1994, são vinte anos.

O povo parece que quer algo diferente, você também não concorda?

Alfredo da Mota Menezes é historiador e articulista político em Cuiabá.
[email protected]

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