Opinião

A hora é esta, ética ou improbidade

Mato Grosso já foi alvo de vários adjetivos pejorativos, de refúgio de bandidos e criminosos, do estado do 38, do estado do 44, do 45, referindo-se aos calibres dos revólveres mais mortíferos da história de nosso estado. No entanto, novos ventos sopram em nossa direção. O exemplo não poderia ser mais alvissareiro. Mato Grosso tem o seu Sistema Judiciário reconhecido como um dos cinco mais eficientes da federação. Isto é orgulho para toda a nação mato-grossense. Vindo do poder judiciário, tal referência, na qualidade da prestação jurisdicional, certamente irá influenciar muitos outros setores de bons ares da eficiência e dos princípios éticos e morais.

Mato Grosso poderá também se distinguir através de sua classe política. Basta que o governador do estado não perca o norte dos ventos das mudanças que sopram a favor da ética, da honestidade e da probidade. Mato Grosso pode romper com um passado de violência, escândalos e de corrupção. O governador do Mato Grosso tem muito futuro se não perder o norte, pois tem um nome limpo e leve. Como têm os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul – todos jovens, e que representam as promessas de um amanhã mais justo, honesto e probo.

Ronda sobre a cabeça do governador de Mato Grosso uma terrível ameaça, consistente e que precisa ser levada a sério. Não poderá este jovem administrador público tornar-se refém de nenhum grupo político, capaz de colar em sua imagem as máculas de um passado recente e conhecido, do qual a cidadania deseja esquecer. Nada mais recente do que as palavras sábias do anedotário: “Diga-me com quem andas e te lhe direi quem és”.

Pedro ferreira Mendes
È advogado, ex -presidente do 6ª subseção do OAB,
ex-presidente do diretório municipal do PMDB,
vereador por três mandatos por Sinop.