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Sonegadores de Mato Grosso Sul usavam endereços em Sinop e Sorriso

Depois de passar uma noite preso, Elton José Cecco, apontado como “laranja” de Neri e os filhos Neri Jr. e Fábio Marcelo Sucolotti, em suposto esquema de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e crime contra a ordem tributária, foi liberado pelo desembargador João Carlos Brandes Garcia, atendendo habeas corpus impetrado pelos advogados de Cecco. Concomitantemente ao alvará de soltura, ele foi interrogado no processo em que Cecco é apontado como laranja.
     
Em investigações do Unicoc (Unidade de Combate ao Crime Organizado), foi constatado que Cecco e Valdir Miotto, ambos funcionários de Neri Sucolotti, foram inscritos na Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul), como proprietários do Comércio Combustível e Derivados Ltda. e Agro Industrial São Jorge, respectivamente. A sonegação calculada que envolvem estas empresas teria chegado a R$ 1,5 milhão. Com exceção de Elton José Cecco, os outros quatro envolvidos compareceram para prestar depoimento na 3ª Vara Criminal de Campo Grande.
     
A defesa de Cecco alegava que seria necessário expedir carta precatória, pois o acusado estava morando em Mato Grosso, fornecendo endereços em Sinop e Sorriso. A promotoria pediu a prisão preventiva de Elton José, ao descobrir que ele estava em Campo Grande e não nos endereços mencionados em MT, sendo atendido pelo juiz substituto da 3ª Vara Criminal, Luis Calazans Ramos.
     
No mesmo dia da prisão, foi impetrado pedido de habeas corpus e no dia seguinte, deferido pelo TJ/MS. O desembargador avaliou que já que a promotoria sabia o endereço em Campo Grande, não seria necessária a prisão e sim, oficiar Elton José onde ele foi encontrado para que comparecesse ao interrogatório. Após expedição do alvará de soltura, Cecco prestou depoimento na 3ª Vara Criminal da Capital.