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Rodovias federais têm saldo trágico em Mato Grosso

A escolha da BR-364 para o lançamento da segunda etapa do programa de Educação para o Trânsito, do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), na sexta-feira (13), é estratégica, segundo o presidente do órgão, Moisés Sachetti. Essa rodovia federal detém o nada honroso título de “a estrada federal que mais mata em Mato Grosso”.

Com efeito, de acordo com levantamentos fornecidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), das quatro estradas federais que cortam Mato Grosso, a BR-364 é considerada a campeã. No Estado, essa rodovia nasce em Alto Araguaia (415 km ao Sul de Cuiabá), passa pela Capital e vai até Diamantino (211 km a Médio-Norte), como ramificações para outras regiões. Ela é responsável por 45% dos acidentes, muitos dos quais registram mortes de motoristas, passageiros e outros usuários da estrada.

Na segunda colocação, entre as estradas federais que mais registram acidentes fatais, segundo a PRF, está a BR-163, com 30% dos acidentes. A estrada nasce na divisa de Mato Grosso do Sul e vai até a divisa com o Pará, no Extremo Norte de Mato Grosso. A terceira colocada, com 15% dos acidentes, a BR-070, começa em Barra do Garças (506 km a Leste de Cuiabá) e, do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, segue para a região de Cáceres (225 km a Oeste), até Vilhena, na fronteira de Mato Grosso com o Estado de Rondônia.

A BR-158, que nasce em Barra do Garças e vai até a divisa do Pará, passando por Água Boa (730 km a Nordeste de Cuiabá) e Vila Rica (1.259 km a Nordeste da Capital), está em último lugar, com 2% dos acidentes, apesar de ter um grande fluxo de caminhões, por cobrir uma região onde a base da economia é o agronegócio, com destaque para a pecuária