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Polícia conclui inquérito sobre explosão e morte de 3 pessoas na Assembleia Legislativa

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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a explosão no interior do gabinete 114, na Assembleia Legislativa. As investigações constataram que a explosão ocorreu  em decorrência de um acidente de trabalho, que resultou na morte de três pessoas e lesão em outra. Nenhuma pessoa foi responsabilizada pelo acidente. O inquérito foi encaminhado, hoje, à 2ª Promotoria Criminal da capital.

O incêndio ocorreu no dia 13 de março, quando três funcionários de uma empresa terceirizada foram contratados para um "bico", no período noturno, para troca do carpete do gabinete 114, do deputado estadual Gilmar Fabris. Entre os dias 10 e 11 teriam instalado o carpete, mas tiveram que retirá-lo.

No momento, as vítimas realizavam a retirada da cola no chão do gabinete com uso de solvente, o que teria provocado a explosão. No acidente morreram Luciano Henrique Perdiza, Wagner Nunes de Almeida, Jonathan Bruno Paes. Laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que o acidente foi provocado pela "concentração de vapor de solvente em ambiente sem ventilação, na presença de atrito e energia elétrica proveniente da enceradeira".

Diante do laudo e de informações colhidas junto a 20 pessoas, entre vítima sobrevivente, familiares de vítimas, funcionários da Assembleia, policiais que atenderam a ocorrência, a Polícia Civil concluiu "se tratar de acidente de trabalho decorrente do conjunto de equipamentos, material e ambiente inadequado".

O inquérito foi conduzido pelo delegado Antônio José Esperandio e sua equipe, da 2ª Delegacia de Polícia do Carumbé.

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