Geral

Menor não teria visto quem matou mãe e irmã em Sinop

O juiz João Manoel Guerra ouviu recentemente o depoimento da filha mais velha de Silvia Regina Bertolazi, 40 anos e irmã de Renata Bortolazzi, 13. Elas foram assassinadas em fevereiro. Os acusados, Simone Simoni Relhers e Nivaldo Kienen, continuam presos.

A jovem, incluída como testemunha de acusação, foi quem encontrou os corpos da mãe e da irmã. Ela pediu para que seu depoimento fosse prestado sem a presença dos réus e a audiência foi realizada apenas com a presença do defensor público. Ela contou que visitava regularmente sua mãe e irmãos, que ainda estavam sob os cuidados dela, sendo que essas visitas ocorriam ao menos duas ou três vezes por semana. Sua mãe estava residindo na casa onde ocorreram os fatos há mais ou menos dois anos.

A jovem nunca tinha visto os acusados antes do fato ocorrer. Mas informou que eles estiveram na frente da casa, depois que os corpos foram encontrados, quando ocorreu aglutinação de populares, como também depois foram ao velório.
No processo consta que, “em conversa com seu irmão, de 4 anos, que sobreviveu no episódio após ser atacado a marteladas, ela informou que ele contou que escutou muitos gritos, mas que não chegou a ver quem seriam os agressores, pois estava dormindo, e, sonolento, não conseguiu abrir os olhos, inclusive quando foi agredido. Quando acordou, viu a mãe Silvia caída. O menino, segundo ela, está bem, após passar por duas operações na cabeça, em face do traumatismo craniano sofrido. Ele vem tendo acompanhamento psicológico.

O casal foi preso dois dias após o crime e negou envolvimento. Eles moravam há cerca de 100 metros da casa de Silvia.