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Empresa em Mato Grosso acusada de ”lavar” dinheiro para o Banco Santos

O responsável pela criação de uma rede de laranjas usadas para esvaziar o cofre do Banco Santos agora tem nome: Flávio Calazans, de 53 anos. Conhecido de Edemar Cid Ferreira (o dono do Santos) há mais de 20 anos, ele contou detalhes do esquema de compra de pequenas empresas usadas para mandar ilegalmente cerca de R$ 480 milhões para o exterior. O centro das operações, diz ele, era uma corretora sediada em Mato Grosso, chamada PDR.

Calazans explicou que funcionários de Edemar arranjavam títulos rurais que depois eram comprados pela corretora e, imediatamente, revendidos ao Banco Santos. Essa era uma operação de fachada para sacar dinheiro da instituição antes que fosse ocupada pelo Banco Central. Dessa corretora, o dinheiro era espalhado pela conta de vários doleiros. A PDR teria sido a mais ativa das cinco empresas que Calazans diz ter comprado em nome de Edemar.

Ele afirma que somente ficou sabendo que as empresas compradas eram usadas como laranja depois da intervenção, numa reunião feita na casa de Edemar, no dia 9 de dezembro, em que participaram também os diretores Álvaro Zuchelli e Ricardo Ferreira. Esses dois, afirma Calazans, estavam sempre em todas as conversas em que Edemar pedia a compra de novas empresas. Ele afirma que todos os pagamentos eram feitos em dinheiro vivo pelo Banco Santos, inclusive os R$ 25 mil pagos pela PDR.