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Celular não aumenta risco de tumor no cérebro, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada na Dinamarca indicou que o uso de telefones celulares não aumenta o risco de desenvolver um tumor cerebral.

A pesquisa envolveu mais de 1.000 pessoas, e seus resultados foram divulgados em um artigo na revista especializada “Neurology”.

Mas os cientistas por trás do estudo afirmam que ainda são necessários dados coletados a longo prazo, porque a tecnologia usada em celulares ainda é muito recente para se atestar definitivamente que ela não causa problemas à saúde.

A pesquisa envolveu mais de mil pessoas, e seus resultados foram divulgados em um artigo na revista especializada Neurology.

Mas os cientistas por trás do estudo afirmam que ainda são necessários dados coletados a longo prazo, porque a tecnologia usada em celulares ainda é muito recente para se atestar definitivamente que ela não causa problemas à saúde.

Os pesquisadores recomendam o uso de kits viva-voz para diminuir o volume de radiação próximo ao cérebro. Eles dizem também que se deve limitar o uso de celulares por crianças.

Debate

No passado, já houve alegações de que essa radiação atingiria as células do cérebro e do sistema imunológico, aumentando o risco de doenças como o câncer.

Um estudo publicado na Suécia em 2002 afirma ter encontrado uma ligação entre celulares analógicos e tumores cerebrais, mas especialistas questionaram a pesquisa por causa da maneira como foi conduzida.

O recente estudo conduzido pelo Cancer Registry da Dinamarca, e que é parte de uma pesquisa em vários países da Europa chamada Interphone, investigou 427 pessoas portadoras de tumores cerebrais e 822 sem tumores sobre a freqüência com que utilizam celulares.

Os cientistas então cruzaram as respostas com as contas telefônicas dos pacientes.

Os portadores de tumores não necessariamente usavam seus celulares mais do que aqueles sem tumores.

Segundo Christoffer Johansen, um dos autores do estudo, ainda faltam dados sobre pessoas que têm utilizado celulares há mais tempo.

“Nessa pesquisa, poucos voluntários disseram ter usado celular regularmente por dez anos ou mais. Então não sabemos toda a história”, afirmou.

Mais estudos

Michael Clark, da Agência de Proteção à Saúde da Grã-Bretanha, elogiou os resultados obtidos na Dinamarca.

“O Interphone envolve investigações semelhantes em 13 países, e, no final, todos os resultados serão analisados juntos. Isso nos vai mostrar mais sobre a relação entre celulares e o câncer”, afirmou.

Segundo Mike Dolan, diretor-executivo da Associação de Operadoras de Celular da Grã-Bretanha, outros 12 estudos sobre o assuntos também devem ser concluídos nos próximos 12 a 18 meses.

A seguir, a Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer da Organização Mundial de Saúde (OMS) fará uma análise combinada desses resultados.