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Autoridades divergem sobre desarmamento em Sorriso

No próximo dia 23 de outubro, a população brasileira vai expressar sua opinião a respeito do referendo do desarmamento no Brasil. Através de um plebiscito, com voto obrigatório, os cidadãos vão poder opinar sobre a proibição da venda de armas.

Em Sorriso, como em muitas outras localidades, a população ainda está dividida. Confira algumas opiniões colhidas por Só Notícias.

Laércio Chorro Estrela, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sorriso é contrário:”Penso que desarmar o cidadão de bem, que tem sua arma em casa para se defender não irá influenciar nas estatísticas da justiça. Penso que no maximo deveria ter mais critério nos portes de arma para os cidadão comuns. Somente policia poderia portar arma. Porém o cidadão de bem, desde que declarado e controlado pela justiça, e o mesmo tivesse treinamento para manusear a arma ofereceria uma segurança a mais para a sua família. Fazendo uma análise de nossa região, alguns agricultores que estão longe das cidades e são o tempo todo ameaçados por ladrões de máquinas, defensivos, adubos e até animais. Estão muito desprotegidos. Imagine agora que os bandidos irão ter certeza que ao abordarem uma pessoa dessas, que ela não terá como se defender. Penso que não irá contribuir em nada para baixar as estatisticas da violência. Penso que deveríamos dar mais estruturas para nossas policias civil, militar e federal conbaterem o trafico e contrabando de armas que entram ilegalmente no país e alimentam diretamente as quadrilhas e bandos organizados. Aí sim, tenho certeza que as estatisticas baixariam”.

Silas do Nascimento, presidente da OAB (ordem dos Advogados do Brasil) em Sorriso é favorável: “Sou francamente favorável à lei do desarmamento e certamente votarei favorável no plebiscito. As pesquisas feitas científicamente até agora, comprovam que um número cada vez maior de mortes ocorridas, sobretudo em casa, por acidente, envolvendo crianças, adolescentes, é resultado do pai ter uma arma. Uma arma que normalmente não se usa, fica escondida em algum canto da casa. O fato que o crime organizado está armado não justifica a sociedade a sair armada. Temos graves situações para serem resolvidas. Não é só o desarmamento que vai resolver a questão da violência. O Estado Brasileiro precisa fazer com que nossas divisas tenham um controle mais rigoroso para impedir o tráfico de armas”.

Remi Andreolla, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), está dividido: “Ainda não sei se sou contra ou a favor essa lei do desarmamento. Por um lado, acredito que vai desempregar muita gente, desde o setor de fabricantes de armas às lojas que comercializam. Mas também penso que fomenta a violência. Ainda estou analisando, mas penso que o comércio clandestino põe muito mais armas no mercado do que o legalizado”.