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18 presos em Mato Grosso acusados de grilagem de terras

A Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso acaba de divulgar os nomes das 18 pessoas que já estão presas na “Operação Rio Pardo” sob a acusação de formação de quadrilha e o extermínio de índios não civilizados – que não são foram contactados pela Funai, na região de Conilza.

Na superintência da Polícia Federal de Cuiabá estão presos José Correa de Almeida, Mário Soares Brandão, Luiz Humberto Borges, Ilson José Alves de Lima, Abílio Mateus, Oscar Soares Martins, secretário da Agência de Habitação da Prefeitura Municipal de Cuiabá, Arnon Antônio Salamoni, Fernando Luiza Bezerra de Menezes e Agnaldo de Souza Miranda, assessoria do deputado Pedro Satélite. Em Juina foi preso Gentil Berdontini. Em Barra do Garças, a PF prendeu Wanilton Luiz Alves. E em Aripuaná foram presos Célio Vasconcelos de Assunção, Nelson Takada, e Almir Mesquita Belina. Em Colniza, a Polícia Federal prendeu Renato Pinto, Rosiene Carvalho Barros, Roberto Mateus Tinoco e Claudinei Correia de Almeida.

A “Operação Rio Pardo” foi desencadeada no início de novembro a pedido da Funai e do Ministério Público Federal. Através destas solicitações a Polícia Federal começou a investigar a existência de uma poderosa quadrilha que agia nas regiões de Cuiabá, Colniza, Aripuanã, Nova Maringá, Juara, Guarantã do Norte e Várzea Grande, além dos Estados de Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Segundo as informações repassadas pela Polícia Federal que está com um contigente de 110 ações nesta operação os mandados de busca e apreensão e de prisão temporária expedidos pela Primeira Vara da Justiça Federal de Mato Grosso são de pessoas físicas e jurídicas investigadas através do inquérito policial de número 519/2005 por indícios de formação de quadrilha para efeitos de “grilagem de terras da União”, genocídios contra grupo indígena isolado e delitos ambientais em Colniza.
A Polícia Federal informou que fazendeiros haviam fundado a Associação de Produtores Rurais de Colniza e juntamente com a empresa “Sul Amazônia, Madeiras e Agropecuária Ltda – Sulmap -, estavam comando a matança de índios isolados e promovendo a grilagem de terras da União.

Fiscais do Ibama e agentes da PF prenderam na sexta-feira, Marcelo Alberto Fávero e seu funcionário, Sidnei Medeiros, sob a acusação de extração ilegal de madeira, caça ilegal de animais silvestres, porte ilegal de arma de fogo e possível trabalho escravo. Com eles foram apreendidos 2 revólveres, dois caminhões e uma carreta carregados com aproximadamente 120m³ de madeira da espécie Itaúba.

Marcelo estaria retirando madeira fica na divisa dos municípios de Nova Ubiratã e Feliz Natal, na área indígena do Parque Nacional do Xingu. Ainda o envolvimento de empresários madeireiros de Sinop, Sorriso, Vera e Feliz Natal, além de uma tribo de índios do próprio parque, também está sendo investigado.