O presidente em exercício da Assembleia Legislativa, Romoaldo Júnior (PMDB), o líder do governo, Jota Barreto (PR), e outros deputados estadual estão incumbidos de tentar uma nova agenda com o governador Silval Barbosa (PMDB) para debater a greve dos professores estaduais que está para completar 60 dias. O governo apresentou proposta ao Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), mas não houve consenso no que concerne aos prazos.
Em viagem à São Paulo para check-up, Romoaldo afirmou que pleiteiam um encontro com o governador para ao menos conseguir que encaminhe o projeto de lei com a proposta apresentada para a categoria à Assembleia Legislativa. A proposta consiste em dobrar o salário dos professores, a partir de 2014, em um prazo de dez anos, sendo que os sindicalistas querem o reajuste já para este ano, e também querem diminuir o prazo para receber as horas-atividades.
Sem consenso, o governo endureceu, cortou o ponto dos professores e afirma que só volta a negociar quando a categoria voltar ao trabalho. "Alguém vai ter que ceder", lamentou Romoaldo.
O governador, hoje, participou de seminário em São Paulo sobre o Centro-Oeste, mas o líder do governo Jota Barreto ressaltou que será realizada uma "força-tarefa" para tentar agenda com Silval e buscar uma solução para o impasse. O governo alega que gastaria R$ 250 milhões a mais no orçamento para atender a categoria ainda neste ano, e não há previsão orçamentária para tal. "Esta reunião vai acontecer, mas queremos fazer com calma, mesmo que precisemos realizar uma força-tarefa entre os parlamentares".
Hoje, o deputado José Riva (PSD) defendeu que os deputados paralisem as atividades parlamentares à fim de pressionar o governo buscar consenso com o Sintep.
Mas, para o presidente da Comissão de Educação da Casa de Leis, deputado Alexandre César (PT), a paralisação das atividades parlamentares prejudicaria a sociedade. "Não trabalhamos para o governo e sim para a sociedade, e fazer uma greve parlamentar para pressionar o governo a resolver questão setorial, deixa os demais segmentos da sociedade em prejuízo".


