Economia

Madeireiras Sinop páram amanhã reforçando protesto de trabalhadores contra Ibama

As indústrias madeireiras de Sinop vão fortalecer amanhã o protesto dos trabalhadores contra o Ibama-Instituto Brasileiro de Meio Ambiente. Desde ontem, o SITICOM- Sindicato dos Trabalhadores na Indústria – tem feito manifestações, em frente a Gerência Regional do Ibama, contra a morosidade na liberação de planos de manejo para as madeireiras trabalharem e pararem de demitir funcionários. Sem os planos de manejo- emitidos pelo Ibama-as madeireiras não conseguem extrair matéria prima.

Os proprietários de madeireiras vão dispensar todos os funcionários amanhã, para que participem de uma grande manifestação contra a situação critica que o setor atravessa. A partir das 07:00h, deve ser feita uma manifestação em frente ao Ibama.

“Vamos decretar dia de luto no setor madeireiro amanhã e conclamamos todas as madeireiras para que fiquem fechadas e liberem seus funcionários para reforçar o movimento”, disse o vice-presidente do Sindusmad, Sidnei Bellincanta, que esteve hoje na central de jornalismo de Só Notícias.

“Consideramos justo o movimento dos trabalhadores. Não estamos conseguindo soluções junto aos órgãos ambientais e não nos resta outra alternativa que conter custos e isso, inevitavelmente, passa por demissões”, acrescentou Sidnei.

“O SITICOM nos informou que pretende prosseguir com este protesto até que surtam resultados. O que as madeireiras realmente precisam é que os planos de manejo sejam liberados. O período das chuvas (época que é feito estoque) está bem próximo e, se algo não for feito com urgência, as dificuldades serão ainda maiores”, acrescentou.

O Ibama tem poucos funcionários na gerência em Sinop e a lentidão na liberação de planos de manejo se deve, principalmente, à falta de procuradores. O setor também cobra o aproveitamento de matéria prima de desmatamentos, que não está liberada, assim como grande parte das ordem de desmate para as madeireiras.

Sinop tem hoje 284 madeireiras, segundo dados do Sindusmad, que empregam diretamente 5 mil funcionários. Há 2 anos o setor chegou a empregar 11 mil trabalhadores, de acordo com o sindicato.