Economia

CDL Alta Floresta critica restrições ao comércio impostas pelo prefeito em decreto

A diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas criticou duramente,  em nota, as restrições impostas pelo prefeito Asiel Bezerra (MDB) no decreto com medidas de enfrentamento ao Coronavírus, onde determinou a suspensão de diversas atividades do comércio, indústria e outros estabelecimentos, por 15 dias.  Há estabelecimentos que tem no rol de suas atividades, além de comércio (restritos no decreto), prestação de serviço e produção industrial que não são mencionadas e restritas no documento. A entidade lamentou e esclareceu que, “infelizmente, não foi ouvida pelo Comitê de Enfrentamento do novo Coronavírus,  na elaboração do decreto, momento que poderia auxiliar para deixar menos dúvidas quanto a sua aplicação. Entendemos que em momentos de crise as decisões devem ser rápidas e tempestivas, porém o açodamento delas gera insegurança e pânico, o que prejudica na resolução”.

Em Alta Floresta, foram suspensas as atividades das concessionárias de veículos (venda ou locação), lojas de materiais de construção, vidraçarias, marmoraria, pedreiras, olarias, cerâmicas e similares, lojas de utensílios de decoração, brinquedos, materiais esportivos, materiais de escritório, livrarias, papelarias, perfumarias, cosméticos, lojas de conveniência, bares, tabacarias e as madeireiras.

As lojas de lojas agropecuárias e agrícolas devem permanecer de portas fechadas, apenas com funcionamento e sistema de entrega delivery. No local os funcionários deverão manter distância mínima de 3 metros uns dos outros e realizar os procedimentos de assepsia.

Os casos de descumprimento do decreto serão fiscalizados em conjunto ou isoladamente pelos Departamento de Fiscalização, Vigilância Sanitária, Procon e Agentes de Transito, que poderão solicitar reforço policial para cumprir as normativas.

De acordo com o boletim da secretaria estadual de Saúde, em Alta Floresta, até o momento, são 6 casos suspeitos e um já foi descartado através de exames no Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen).

Em Mato Grosso são 9 o número de pessoas infectadas.

Só Notícias/Cleber Romero (fotos: assessoria/arquivo)