O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) interditou eticamente a UTI Pediátrica e Neonatal do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG) em razão de problemas relacionados à falta de médicos na unidade. A medida tem caráter preventivo e busca garantir condições adequadas e seguras para a assistência aos pacientes.
Por se tratar de uma unidade de alta complexidade, a interdição ocorre de forma gradual. Neste primeiro momento, está proibida a admissão de novos pacientes na UTI. O município deverá providenciar a transferência dos pacientes atualmente internados ou comprovar a regularização da escala médica necessária para o funcionamento seguro da unidade.
A decisão foi tomada após o CRM-MT constatar que problemas identificados em fiscalização anterior não foram solucionados. A primeira fiscalização ocorreu em agosto, quando foram apontadas irregularidades e concedido prazo de cinco dias para que as medidas necessárias fossem adotadas.
Em nova fiscalização, realizada em 15 de setembro, o Conselho verificou que as inconformidades relacionadas à escala médica permaneciam. Diante da manutenção dos problemas, foi determinada a interdição ética da unidade. O CRM-MT afirmou que a medida não significa abandono ou interrupção abrupta da assistência aos pacientes que já estão internados. Com isso, o município deverá adotar as providências necessárias para garantir a continuidade do atendimento, inclusive por meio da transferência dos pacientes, caso a escala médica não seja regularizada.
“A interdição ética permanecerá enquanto não forem comprovadas as condições necessárias para o funcionamento seguro da UTI Pediátrica e Neonatal”, informou o Conselho Regional de Medicina.
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