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TRE instala gabinete integrado para reforçar segurança das eleições em Mato Grosso

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

Faltando pouco mais de 130 dias para as eleições de 4 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso instalou, hoje, o Gabinete de Gestão Integrada (GGI), uma força-tarefa formada com a responsabilidade de fazer a articulação junto às forças de segurança e apoios institucionais, por meio de órgãos e concessionárias de estradas, água, luz, telefonia e internet, bem como do serviço postal.

A primeira reunião de trabalho foi aberta pela desembargadora Serly Marcondes Alves, presidente da Corte Eleitoral. “Já é tradição o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso fazer a gestão do GGI. O gabinete também é uma questão de organização. Quanto mais organizados, mais conversados, mais transparência, mais relacionamento. A gente tem segurança e autoridade. Autoridade vem dessa conversa e dessa transparência, porque eu gosto das coisas legais, de gente que conversa. Estou tranquila em dizer que fazer a eleição vai ser fácil porque temos aqui uma equipe muito comprometida para que isso aconteça. O eleitor tem a garantia da Justiça Eleitoral de que ele poderá votar em paz e com segurança para exercer o seu direito”, disse a desembargadora.

A juíza auxiliar da Presidência e coordenadora do GGI, Edna Ederli Coutinho, fez uma explanação ao público presente, onde apresentou o plano das eleições em números, uma radiografia do que se desenha para as Eleições Gerais deste ano. Cada representante das instituições e empresas que integram o gabinete teve a oportunidade de se apresentar e de falar das expectativas para o pleito deste ano. A coordenadora disse que o primeiro encontro foi para a apresentação do plano para a eleição e que a próxima reunião, marcada para o dia 16 de junho, às 8 horas, será de natureza estratégica para verificação dos pontos levantados.

“Teremos muitas reuniões pela frente, elas podem ser semanais ou periódicas, ou dia sim, dia não. Vai depender da necessidade. A ideia é sempre estar articulando com esses órgãos de segurança e essas entidades que vão trabalhar conosco no processo eleitoral. Nosso trabalho é de articulação junto às instituições, o que pode resultar no encaminhamento de futuras demandas que não são da Justiça Eleitoral para os órgãos competentes”, destacou.

A magistrada citou o uso da tecnologia como aliada para inibir ou fazer flagrantes com uso de câmeras e até de drones. “Queremos integrar com o Vigia Mais, que o TRE-MT já tem acesso, para que o sistema possa dar um panorama geral, um panorama real das situações. Também teremos o apoio de outro sistema, o TRE-Guia, para monitoramento em tempo real de todas as seções, para que as ocorrências reportadas sejam resolvidas com celeridade. O eleitoral pede que a ação seja rápida para uma resposta imediata, para que o flagrante ocorra. O flagrante tem que ser ali, tem que ser a resposta, tem que ser na hora”, enfatizou.

A juíza salientou que a missão estratégica do GGI é centralizar e otimizar a governança da segurança eleitoral em Mato Grosso, por meio do monitoramento de ocorrências em tempo real, comunicação unificada institucional e garantia da ordem na votação e apuração, por eleições seguras em todo o território mato-grossense.

Foi destacado que Mato Grosso é o terceiro estado brasileiro em extensão territorial, com 903.367 km², o equivalente à soma dos 11 menores estados da federação e do Distrito Federal. O Estado corresponde a 10,61% do território nacional e abriga três biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal. Muitas localidades são de difícil acesso, com longas distâncias e isolamento que impactam diretamente na logística de segurança. O GGI encontra um cenário em Mato Grosso de 2,61 milhões de pessoas aptas a votar e 1.529 locais de votação. Destes, 110 são de difícil acesso e 61 são locais indígenas, nos 142 municípios de Mato Grosso.

A força de trabalho é formada por um contingente de 51.679 pessoas envolvidas diretamente, sendo 39.429 mesários e funções especiais, 173 membros de juntas, 3.574 auxiliares de transporte, 1.453 administradores de prédio e 741 técnicos de urna/satélite. Os agentes de segurança totalizam 5.398 indivíduos, sendo 130 juízes e promotores, 288 servidores da Justiça Eleitoral, 248 servidores requisitados, 173 terceirizados e 72 estagiários.

O GGI identificou situações classificadas como “fatores de risco” e que terão atenção da gestão, como grandes aglomerações em locais de votação, crimes de corrupção eleitoral, prática de boca de urna e transporte irregular. Como medidas inibitórias, a estratégia é a presença física de agentes de segurança com o intuito de dificultar a prática de ilícitos, utilizando tecnologias como o uso de drones para monitoramento de áreas ou regiões sensíveis. O gabinete aposta numa ação integrada para uma resposta imediata a flagrantes.

Dados da Justiça Eleitoral de Mato Grosso obtidos nas vistorias, após análise e revisão, são incorporados à base complementar de informações dos locais de votação para efeitos de planejamento da logística. Com a definição dos locais de votação que funcionarão nas eleições, assim como a quantidade de seções eleitorais a serem instaladas e as características físicas e de funcionamento, são definidos o quantitativo de urnas eletrônicas que será utilizado em cada zona eleitoral e em cada município, além de suprimentos de contingência e outros materiais.

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