Uma comitiva formada por lideranças indígenas dos povos Apyãwa, Xerente, Yudja/Juruna e Manoki e assessores jurídicos do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) esteve esta semana na sede da Defensoria Pública da União (DPU), em Brasília (DF). O grupo foi recebido pela defensora pública-geral federal, Tarcijany Linhares, pela assessora especial, defensora pública federal Carolina Botelho, e pelo assessor especial do GABDPGF, Danilo Correia da Paz.
Esta é a segunda visita da comitiva à sede da instituição para dialogar e solicitar apoio às questões territoriais, que envolvem demarcações e homologações de terras indígenas no estado de Mato Grosso. Os Manoki, que foram vítimas de massacres e obrigados a se deslocarem, querem retomar seus locais sagrados e de origem, na região do Rio do Sangue. Já os Apyãwa, também conhecidos por Tapirapé, há 27 anos aguardam a finalização da fase de desintrusão da Terra Indígena Urubu Branco, localizada no município de Confresa.
A comitiva também destacou a situação de cinco povos indígenas de Mato Grosso que ainda não possuem terras demarcadas nem processos demarcatórios em andamento e vivem em áreas urbanas periféricas. Entre eles estão cerca de 200 indígenas do povo Wassu, atualmente residentes em Primavera do Leste. Os indígenas também pedem atenção especial a nove povos em isolamento voluntário que estão em situação de extrema vulnerabilidade pela ação de madeireiros e mineradoras.
Além das questões fundiárias, as lideranças solicitaram maior atenção do poder público às políticas de saúde e educação indígena e reforçaram a preocupação com a segurança das aldeias, que vêm sofrendo impactos da atuação de facções criminosas e milícias.
A Defensoria Pública da União destacou que “reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos originários dos povos indígenas e destaca que atua na representação dessas comunidades perante o Supremo Tribunal Federal (STF), permanecendo à disposição para adotar as medidas jurídicas e institucionais necessárias à proteção de seus direitos constitucionais”.
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