O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou hoje, em Sorriso, que Sorriso já deveria ter ampliado o número de vereadores devido ao crescimento populacional e econômico do município. A comissão de Justiça e Redação já aprovou a proposta de emenda à lei orgânica que aumenta de 11 para 15 vereadores, a partir da próxima legislatura (2029-2032). O presidente do TCE avalia que os vereadores exercem papel essencial na ligação entre a população e o poder público.
“Sou fã de político, eu fui três vezes deputado estadual, fui vereador, e eu sou fã de todos os políticos, sou mais apaixonado pelo vereador porque” “é o sujeito que está lá na ponta, é o para-choque, é a pauleira lá do contato direto. Eu entendo que já passou da hora de Sorriso ter mais vereadores, já passou há bastante tempo” “porque o vereador, numa cidade como essa, que cresce como cresce, precisa ter mais representantes na Câmara de Vereadores”. “Você não pode pensar que o vereador é apenas custo, pelo contrário, o vereador é auxílio, é ajuda, ajuda o gestor a ser mais humano, sabe trabalhar, sabe levantar melhor os problemas, eu sempre sou a favor de você poder ter o máximo de político trabalhando nas cidades”, “o vereador é o político que está lá na ponta”, porque o seguinte, não existe Brasil sem o município, não existe o município sem o bairro, eu sempre digo que o Brasil só existe porque existe o desenvolvimento do país, ele nasce lá na menor ruazinha, na menor cidadezinha, na melhor ruazinha, ali que nasce o Brasil, por isso que o meu pensamento quando fui político, o meu pensamento sempre foi municipalista, o município, ele tem que ter rendimento máximo, então, portanto, com relação à sua pergunta, eu entendo que já passou da hora de sorriso aumentar o seu número de vereadores.”
A câmara está, há 20 anos, com 11 parlamentares. O subsídio (salário) bruto de cada vereador é R$ 17,2 mil. A verba indenizatória é de R$ 6 mil mensais. Se confirmada a criação de mais 4 vagas, o impacto mensal de gastos será de R$ 92 mil e, no ano, R$ 1,1 milhão.
O presidente do TCE esteve, hoje, na prefeitura e se reuniu com o prefeito Alei Fernandes, após percorrer, de carro, a BR-163 e inspecionar obras de duplicação. Ontem, ele e equipe técnica passaram por Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. A próxima cidade visitada será Sinop.
Sérgio Ricardo disse que as obras recebem investimentos bilionários e, mesmo assim, apresentam problemas estruturais. “Só nesse trecho que a Nova Rota Oeste está fazendo, que são seis ou sete projetos, ela está recebendo mais de R$ 4,3 bilhões e nós vemos muitas falhas dentro desses trechos”, citando trechos com acostamentos estreitos, em Sorriso. Ele relatou que chegou a medir espaços durante a viagem e encontrou locais com largura inadequada. Segundo o conselheiro, o contrato estabelece acostamentos de, no mínimo, 2,5 metros. “Como uma obra que custa bilhões pode ter acostamento com dois palmos e meio? Como troca um pneu? Como encosta um carro em uma emergência? Alguma coisa está errada”, declarou.
O conselheiro afirmou ainda que a equipe técnica do Tribunal já organiza levantamentos para verificar o cumprimento contratual e a execução das obras. “A gente só reage quando se indigna”, disse, ao justificar as fiscalizações presenciais ao longo da rodovia.
Hoje, a Nova Rota Oeste informou que as obras estão em andamento e, na pista antiga, as obras de acostamento estão em andamento em alguns trechos e em outros ainda serão feitas.
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