sexta-feira, 13/fevereiro/2026
PUBLICIDADE

Alvos de operação em MT construíram ‘império financeiro’ com imóveis e veículos, diz polícia

PUBLICIDADE
Redação Só Notícias (fotos: assessoria)

A Polícia Civil informou que as investigações da Operação Imperium, deflagrada ontem, que foram conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), revelaram a rápida ascensão patrimonial do núcleo de uma organização criminosa, atuante na região sul de Mato Grosso. O esquema de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial era coordenado por foragido da Justiça de Mato Grosso desde 2023, conhecido como “Vovozona” e apontado como conselheiro do grupo criminoso no estado.  

“Por meio de um esquema, que envolvia pessoas interpostas (laranjas) e outras diretamente ligadas ao líder da facção, o grupo criminoso utilizava documentos falsos para abertura de contas bancárias e empresas de fachada, com o fim de movimentar o dinheiro oriundo do crime”, apontou a Polícia Civil.

No período de dois anos, segundo os investigadores, foram identificadas movimentações financeiras milionárias, realizadas pelo grupo criminoso, e a aquisição de bens móveis e imóveis de alto padrão para uso pessoal e demonstração de riqueza. As investigações revelaram que o núcleo criminoso adquiriu bens de alto valor, incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos, e realizou movimentações expressivas. Entre março e abril de 2024, utilizando identidade falsa, o líder da facção movimentou R$ 433 mil em transações incompatíveis com seu patrimônio.

A lavagem do dinheiro do crime era realizada por meio de empresas de fachada, abertas com documentos falsos, com identidade criada para o líder da facção. De acordo com a polícia, uma das empresas estava registrada em nome da principal operadora da facção criminosa, alvo da operação e presa no Estado do Paraná, e era utilizada para movimentar valores milionários sem sede física real. Foram identificadas contas bancárias em nome de menores de idade, filhos da suspeita, que registraram movimentações superiores a R$ 1,6 milhão em apenas seis meses.

“No período de dois anos, o grupo construiu um verdadeiro império financeiro, com a aquisição de imóveis rurais de alto padrão e veículos de luxo, que foram alvos de sequestro da Operação Imperium”, revelou a polícia, que apontou ainda que entre os imóveis rurais, está uma fazenda em Conceição do Rio Verde, em Minas Gerais, avaliada em R$ 4 milhões e um haras em Soledade de Minas (MG), no valor de R$ 2,1 milhões, “adquiridos pela esposa do líder da facção”, acrescentou a assessoria da Polícia Civil.

Entre os bens móveis identificados estão 10 veículos, utilizados pelos integrantes da facção criminosa, dentre eles, carros importados de luxo, como BMW, Porsche, Audi A3, Fiat Strada, VW Jetta e uma GM/S10, todos vinculados a transações suspeitas e utilizados para transporte do líder e seus associados.

Segundo a polícia, o braço direito da liderança do grupo criminoso, preso no Rio de Janeiro, possuía casa em Rondonópolis e também no Complexo do Alemão, na capital fluminense. Ele mantinha uma rotina entre as duas cidades em razão da função dele na facção. Além dos dois imóveis, foi identificada uma empresa em Lucas do Rio Verde registrada em seu nome, porém inexistente fisicamente. Na última semana, ele estava no Rio de Janeiro, quando teve o mandado de prisão preventiva cumprido, em um bar e conveniência em frente à praia na região do Recreio. Além da prisão dele, a ação resultou na apreensão dos veículos BMW e GM/S-10.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

COMPARTILHE:

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

PUBLICIDADE