quinta-feira, 12/fevereiro/2026
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Ministério faz orientação em MT sobre novos medicamentos da hepatite C

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O novo protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas para o tratamento da hepatite viral C, elaborado e lançado em agosto deste ano pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e a definição do fluxo do método terapêutico aos pacientes de Mato Grosso foram tema da capacitação para profissionais de saúde da rede estadual. A nova terapia é composta pelos medicamentos daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir, e aumenta as chances de cura, além de diminuir o tempo de tratamento aos pacientes.

O coordenador Nacional de Hepatites Virais do MS e médico infectologista, Marcelo Naveira, explicou que Mato Grosso é o décimo primeiro estado a receber as orientações, que cumpre uma agenda para conduzir capacitações por todo o país. “O nosso trabalho é alinhar as informações e orientação em todos os estados para que sejam passadas as unidades de saúde do andamento do fluxo de distribuição dos medicamentos”, disse ele.

Segundo Marcelo, o objetivo do novo tratamento é a erradicação do vírus no organismo do paciente. A expectativa é aumentar a qualidade de vida do paciente em tratamento, diminuir a incidência de complicações da doença hepática crônica e reduzir a transmissão do HCV. “Com a erradicação do vírus, a doença não evolui. Evita-se os desfechos negativos da infecção, como cirrose, câncer e o óbito”.

A técnica da coordenadoria de vigilância epidemiológica da SES, Maria José Pinheiro Santos, explica que hoje no estado 110 pacientes estão aguardando os medicamentos, destes 11 já estão em tratamento junto ao Hospital Universitário Júlio Müller. Ela salienta que o controle do tratamento será pelo Centro Estadual de Referência e Média e Alta Complexidade (Cermac), por meio dos Serviços de Assistência Especializada (SAE).

Para Maria José, é de extrema importância que os participantes absorvam o conhecimento obtido, a fim de que todo o fluxo para o atendimento ao paciente seja feito com a maior agilidade possível. “O protocolo padroniza a rotina de exames e de consultas médicas, permitindo maior conhecimento por parte dos profissionais de saúde, do agravo e da assistência necessária aos pacientes”.

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