quarta-feira, 29/maio/2024
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Tempo seco faz com que 85 doenças respiratórias afetem população em MT

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Oitenta e cinco doenças respiratórias atingem a população no período das queimadas em Mato Grosso e oneram os cofres públicos diante da demanda de atendimento médico. Em 2011, 22.097 pacientes ficaram internados somente na rede pública de saúde e custaram mais de R$ 17 milhões ao Poder Público. O aumento de 76% de focos de calor em Mato Grosso entre janeiro e agosto reflete diretamente na qualidade de vida da população e pode elevar o número de pessoas afetadas com problemas, como asma, bronquite, pneumonia, entre outros.

Crianças de 0 a 4 anos e idosos de 60 a mais de 80 anos são os mais atingidos. Técnico do programa Vigiar da Secretaria de Estado de Saúde, Vagner Peres explica que levantamentos realizados desde 2007 mostram que a quantidade de pacientes com problemas respiratórios é diretamente proporcional ao número de queimadas no Estado. "Os dados são referentes somente às internações na rede pública. Não inclui registros da rede privada, nem atendimento médico básico, visita a postos de saúde para aerosol, entre outras situações bastante comuns nesta época do ano".

Conforme Vagner, os relatórios elaborados desde 2007 descrevem a trajetória do fogo e a relação com a saúde da população. Naquele ano, o Estado teve um pico de queimadas e problemas respiratórios. Nos 2 anos seguintes, houve queda e nova elevação em 2010, quando 26.616 pessoas foram internadas e mais de R$ 21,5 milhões destinados.

A quantidade de queimada é reflexo do material orgânico acumulado no solo. "Não há como prever o que ocorrerá em 2012, se haverá aumento ou queda de registros de internações. Pela sequência, este ano deveria haver uma diminuição no número de queimadas, mas estamos presenciando um crescimento significativo. O que temos de concreto é a relação entre queimadas e problemas de saúde".

A queima de floresta resulta na emissão de CO2, que é bastante prejudicial à saúde, e provoca a queda da umidade relativa do ar. Na cidade, os incêndios são ainda mais graves e são responsáveis por lançar na atmosfera mais de 120 gases tóxicos, agravando os problemas de saúde.

Na semana passada, moradores do assentamento Lagoa Azul, em Cuiabá, sofreram consequências com a queima de vários dias do aterro sanitário. A moradora Ezília de Paula Souza reforçou que a inalação da fumaça havia agravado o problema de bronquite e alergia. Na comunidade, crianças e idosos passaram mal e tiveram que ser encaminhados para atendimento em unidades de saúde.

A qualidade do ar nos municípios é monitorada pelo programa Vigiar, que emite boletins informativos com recomendações à gestão pública. No interior de Mato Grosso, segundo o técnico, as queimadas iniciaram há alguns dias e devem intensificar.

Cita o município de Confresa como uma das cidades que vivencia uma situação grave da qualidade do ar. Como a região passa por um período de expansão agrícola, a limpeza de terrenos é feita com auxílio do fogo para baratear os custos. O cenário é realidade nos municípios com base da economia na produção agrícola.

Associada à questão econômica, a falta de educação ambiental agrava o problema. O Vigiar orienta como medidas de proteção não fazer fogueiras nas proximidades de matas, florestas ou em áreas urbanas, evitar jogar pontas de cigarros para fora dos veículos e ter atenção redobrada ao trafegar por regiões sujeita a incêndios.

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