Saúde

Secretário de Lucas R. Verde solicita troca de veneno para combater dengue

Para ter acesso aos dados de pacientes que contraíram dengue, confirmados pela rede particular de Saúde, em Lucas do Rio Verde, o secretário municipal Marcio Pandolfi precisou entrar com uma notificação judicial. Ele ressaltou ao Só Notícias que sofreu “um boicote por parte de alguns médicos. Eles não encaminharam as notificações e com isso não ficávamos sabendo quem eram, onde moravam, para fazer o bloqueio”, declarou.

Depois de conseguir a autorização judicial, a Secretaria Municipal de Saúde foi atrás dos 55 pacientes que tiveram dengue para fazer o bloqueio e impedir o avanço, a proliferação da doença. Pela rede pública de Saúde, foram confirmados mais 33 casos da doença, sendo que um evoluiu para dengue hemorrágica.

Ontem, o secretário de Saúde usou a tribuna da Câmara de Vereadores, explicando as principais ações desenvolvidas no município. “Tivemos sim um aumento significativo de casos, assim como toda a região. No mês de março, tivemos praticamente 30 dias de chuvas”, explicou ele, aos vereadores. Pandolfi vinha sendo criticado por alguns vereadores, principalmente pelo vereador Jiloir Pelicioli (Mano) devido ao aument nos casos de dengue.

Nesta semana, a Secretaria de Saúde recebeu a visita da diretora do Escritório Regional de Sinop e discutiu algumas ações que serão desenvolvidas para as próximas chuvas, com novas estratégias de trabalho. “Solicitamos ao escritório e a própria Funasa mais autonomia para os trabalhos de combate à dengue. Não podemos afirmar com certeza, mas acreditamos que depois de tantos anos o mosquito pode estar ficando resistente ao produto químico utilizado e queremos trocar o princípio ativo”, ressaltou.

O secretário disse que se for preciso o município pode arcar com a compra de outro produto e quer apenas a indicação de outro produto. “Também solicitamos a aplicação de fumacê nos locais de maior incidência, mas a diretora disse que essa medida está descartada porque ainda não temos uma epidemia e sim, alguns surtos isolados”, explicou.