Saúde

Secretaria confirma nova cepa de dengue mais transmissível com casos em Cuiabá e Sorriso e faz alerta

A secretaria estadual de Saúde informou, há pouco, que a pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Laboratório Central de Mato Grosso identificou a circulação da nova cepa da dengue, o genótipo do sorotipo II do vírus, mais conhecido como cosmopolita. Entre 05 e 10 deste mês foram 32 amostras com resultado positivo prévio para dengue. 29 corresponderam ao tipo DENV-1 genótipo V, cepa mais comum no Estado, e três amostras corresponderam ao DENV-2 genótipo emergente de tipo II, a variante cosmopolita.

Os casos da variante cosmopolita são provenientes de Cuiabá, Nortelândia e Sorriso. Para a pesquisa, também foram colhidos materiais em Novo mundo, Nova Maringá, Santo Antônio do Leverger, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde, Nova Santa Helena, Água Boa e Nortelândia.

A cepa está presente na Ásia, no Oriente Médio e na África. No Brasil, o primeiro caso foi registrado em Goiás e, em seguida, foram identificados casos em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso.

“Esta é a primeira detecção deste genótipo no estado e esse achado aponta para a necessidade de reforçarmos o monitoramento genômico desse patógeno emergente para compreendermos a sua difusão em Mato Grosso e no Brasil”, diz o pesquisador da Fiocruz, Luiz Carlos Júnior Alcântara, no relatório da pesquisa.

O secretário adjunto da secretaria Estadual de Saúde, Juliano Melo, explica que, apesar da nova cepa ser mais transmissível que as variantes que já circulam no Estado há anos, os cuidados preventivos a esse novo genótipo da dengue permanecem os mesmos já amplamente divulgados, como limpeza dos quintais.

“Não existe vacina ou um medicamento preventivo à dengue. Para o enfrentamento da doença, é imprescindível que a população mantenha os cuidados diários, como certificar-se de que a caixa da água está devidamente tampada, assim como as lixeiras. Devemos ainda limpar as calhas e trocar areia dos vasos de planta semanalmente, além de preservar os ralos limpos e manter garrafas ou recipientes de boca para baixo”, reforça o gestor.

A diretora do Laboratório Central, Elaine Cristina Oliveira, alerta para a importância de os serviços básicos estarem preparados para o enfrentamento da doença, independentemente do genótipo dela. “É crucial assegurar que a limpeza urbana, realizada pelas prefeituras, e a limpeza individual, realizada pelos moradores, sejam diárias. É necessário também os municípios manterem a Atenção Básica atenta aos sintomas dos pacientes que chegam no pronto-atendimento”, pontua Elaine.

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Só Notícias (foto: arquivo/assessoria)