Saúde

População receberá informações sobre como se habilitar para ser doador de órgãos

A Secretaria de Estado de Saúde está preocupada com o nível de conscientização do usuário mato-grossense do SUS no que diz respeito à doação de órgãos para transplante. Visando fortalecer as políticas públicas de doação de órgãos e, ao mesmo tempo, levar informação aos motoristas e transeuntes durante o final de semana, a Central de Regulação realiza mais uma ação do programa “Vida Seja um Doador – Avise sua Família”, da Secretaria de Estado de Saúde: um pedágio de sensibilização e divulgação da necessidade da doação de órgãos no Estado.

A ação acontece no sábado e domingo (12,13. 03), no horário de 8h às 12h, no trevo da Rodovia Emanuel Pinheiro, próximo ao Posto da Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

O superintendente da Central de Regulação, Vander Fernandes, justificou a necessidade da ação. “É importante a população saber que Mato Grosso está avançando no transplante de córnea, rim, enxerto ósseo e integra o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que possibilita reunir informações como nome, endereço, resultados de exames e características genéticas de pessoas que se dispõem a doar medula para transplante,informações que serão repassadas à população em casos de necessidade”, disse.

Na ocasião em que forem abordados os motoristas e transeuntes receberão um kit contendo um boné e planfletos que explicarão as verdades e mitos da doação, tipos de doador, órgãos que podem ser aproveitados para transplante, diferença entre a morte cerebral e o coma, se há alguma despesa para a família do doador e como expressar o interesse em ser doador e fornecerá informações sobre os serviços que o Estado oferta na área de transplante.

Um dos objetivos do evento é divulgar junto à população o trabalho da Central de Regulação e Central de Transplantes. Conforme Vander Fernandes, a Central de Transplantes tem a função de estimular a doação, fazendo a busca ativa de potenciais doadores e estimular o credenciamento de novas equipes transplantadoras, tanto profissionais como hospitais capacitados para fazer o transplante.

“Quando há um potencial doador ele tem que ser notificado normalmente pelo médico que está cuidando do paciente embora nem sempre os médicos façam isso. Então, a Central, todos os dias, entra em contato com as Unidades de Terapia Intensiva e busca informações sobre os pacientes potencialmente doadores, ou seja, aqueles que têm morte encefálica”, explicou Vander Fernandes.

Vander Fernandes lembrou ainda que a Central de Transplante do Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) foi criada com o objetivo principal de captação do doador com coração parado, cuja única possibilidade de doação é da córnea e que pode ser feita até seis horas após o óbito. Além disso, o superintendente destacou que toda a população precisa sensibilizar a população quanto à importância deste ato que pode salvar várias vidas, pois nenhuma doação acontece sem a anuência da família. “Não importa a Carteira de Identidade, procuração ou qualquer documento em vida. O que importa é o que família diz. Se a família concordar será feita a doação, caso contrário não tem doação”, comentou.

Atualmente, a fila de espera de pacientes que aguardam por um transplante de córnea em Mato Grosso é de 270 pessoas, outras 470 esperam por um rim e cerca de 20 por enxerto ósseo. No país, mais 60 mil brasileiros aguardam por um transplante.

”Existem dois tipos de doadores. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. O doador que já faleceu, pacientes em UTIs com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou derrame cerebral, pode doar coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos e tendão”, lembrou Vander Fernandes.