Saúde

Número de casos de dengue em Sorriso este ano não estão confirmados

Um grande número de casos de dengue vem sendo diagnosticado nos hospitais de Sorriso, nem por isso os números do escritório da regional de saúde, com sede em Sinop, dão conta desta infestação.

Em entrevista à reportagem, Vera Piloto, responsável técnica do laboratório do Hospital Nossa Senhora de Fátima, que realiza exames em Sorriso para detectar se a pessoa está com dengue, disse que o exame só pode ser diagnosticado após alguns dias que a pessoa já esteja com os sintomas.

Em relação a anos anterior, segundo a técnica, o índice de infestação aumentou muito na zona urbana. “São mais as pessoas do centro da cidade que estão procurando. Em cada dez casos oito apresentam resultado positivo”, confirmou.

Ao laboratório cabe fazer a sorologia do paciente, enquanto que ao médico cabe dizer ao paciente se ele está com dengue ou não. Segundo Vera Piloto nos últimos meses foram diagnosticados pelo menos 70 casos em seu laboratório – cujo resultado sai em duas horas.

Por outro lado, a assistente social da regional de saúde, com sede em Sinop, Josied Marprates, disse que no último levantamento feito em Sorriso no mês de janeiro foram analisadas 16 amostras. Destas, apenas 5 deram positivas. Já no mês de fevereiro foram feitas 72 amostras, das quais apenas 02 foram positivas. “Mal estar, moleza no corpo e febre, na maioria das vezes pode ser outra doença, mas é encarada pelas pessoas como dengue”, safou-se.

A dengue, segundo a assistente social, é de competência do município, do estado e do governo federal. Por outro lado, “só conseguiremos acabar com a doença se a população ajudar, não deixando água parada em vasos, vasilhas, pneus e calhas.

Ainda não foi desenvolvido um medicamento específico para a dengue. Quando um paciente chega com sintomas ao hospital, é solicitado um exame para que seja ministrado um tilenol para baixar a febre. Após o prazo de cinco dias, se não cessar a febre, tem que ser feito um exame para confirmar se é dengue.

Quanto à utilização do “fumacê”, Josied esclareceu que a prática é prejudicial à fauna, flora e ao ser humano, uma vez que mata, além do mosquito da dengue, outros insetos essenciais para a sobrevivência da natureza. O “fumacê” só é autorizado pelo Ministério da Saúde quando o número de casos ultrapassar um índice de 5%. Por ora, segundo a assistente social, nenhum município da regional Sinop alcançou este índice.