Saúde

Médico da Secretaria de Saúde de Alta Floresta usa ambulância para pescar

A atitude de um médico e de um servidor da saúde publica municipal indignou um cidadão altaflorestense. Aldo Mochi, morador do setor D, formalizou a denúncia através da imprensa de que os dois servidores públicos deixaram a obrigação de lado na última sexta-feira, para pescar. Mochi procurou a reportagem de uma rádio local, inicialmente, e depois comentou o assunto em outros meios de comunicação. Ele fez negócio de compra de gado e tinha ido apartar algumas cabeças na propriedade do popular Maioti, na comunidade Mirassol. Chegando lá, começou a fazer seu trabalho.

Minutos depois, a ambulância com o médico e o motorista chegou ao local. “O dono da propriedade perguntou se poderia ajudar.O médico disse que estava em serviço burocrático e que tinha ido dar uma pescada”, denunciou. O dono da propriedade então levou a dupla para o interior da propriedade onde pescaram até por volta de 15 horas. Aldo ficou na propriedade até por volta de 12 horas, mas manteve contato, mais tarde para saber o horário em que os dois ficaram na represa de Maioti.

“Eu ahei aquilo um abuso. A gente não vence em pagar tanto imposto nesta cidade, ver uma coisa, dessas, um carro que servia para atender um doente, que é feito para isso, duas pessoas, após um feriado, ir pescar”, disse indignado o morador.

Ao retornar à cidade, Aldo Mochi procurou o Hospital Municipal imediatamente. Ele simulou pedido de ajuda para que fosse enviada uma ambulância grande (característica da que ficou parada por aproximadamente seis horas na represa) para um atendimento numa comunidade distante cerca de 20 km. Lá ele foi informado que o veículo em questão estaria “em serviço”. “Eu falei: vocês sabem porque não se encontra ai? Porque estava na zona rural pescando. Digo porque vi isso”, relatou. Prosseguindo, Mochi argumentou se a atendente sabia desse detalhe.

“Ela falou que eles não podem inverter naquele carro, que estava à disposição deles na zona rural”. Indignado, ele perguntou se o veiculo poderia ser usado para pesca. Aldo ainda tentou procurar uma das coordenadoras da Secretaria de Saúde, mas decidiu tornar público o ocorrido para que a prefeita tome conhecimento das ações de seus comandados.

“Isso é coisa que revolta. Talvez com isso eu esteja salvando uma vida lá na frente, porque nós dependemos desse carro. Eu não tenho nada contra eles, eles podem pescar, fazer o que quiserem, mas não usando esse carro”, denuncia. “Se ninguém falar, todo mundo vai pensar que está tudo numa boa”, completou.