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Hospital de Sinop é habilitado para radioterapia e braquiterapia pelo SUS e será referência para 90 cidades

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Redação Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)

A secretaria estadual de Saúde de Mato Grosso habilitou o Hospital Santo Antônio, em Sinop, para a oferta de serviços de alta complexidade em radioterapia e braquiterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A implantação foi firmada entre a secretaria e a Fundação de Saúde Comunitária de Sinop, responsável pela unidade.

A habilitação amplia e descentraliza a assistência oncológica no Estado, que historicamente esteve concentrada nos polos das regiões de saúde Baixada Cuiabana e Sul, em Cuiabá e Rondonópolis. Com o novo serviço, a unidade passa a atuar como referência para as Macrorregiões Norte, Leste e Centro-Noroeste, abrangendo 90 municípios e uma população estimada em 1.723.927 habitantes, conforme o Censo 2022 do IBGE.

Com a mudança, a unidade avança do perfil de Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) simples para UNACON com Serviço de Radioterapia e Braquiterapia. A estrutura permitirá ampliar a continuidade do cuidado, reunindo, no mesmo ponto de atenção regional, etapas como diagnóstico, estadiamento, cirurgia, quimioterapia, radioterapia, braquiterapia e acompanhamento dos pacientes. A medida também contribui para reduzir os deslocamentos de pacientes que precisam realizar sessões de radioterapia fora da região de residência. A referência regional reduz o deslocamento de centenas de quilômetros até a capital para a realização do tratamento.

O novo contrato estabelece uma meta relacionada ao início oportuno do tratamento oncológico. O Plano de Metas prevê que o hospital deve comprovar que pelo menos 80% dos pacientes do SUS iniciaram a radioterapia ou tratamento específico em até 60 dias após a emissão do laudo anatomopatológico.

Conforme o governo estadual, a capacidade assistencial foi planejada a partir do histórico de atendimentos regulados no ano passado. Considerando uma margem de 30% para absorção da demanda reprimida e a expansão do serviço após a regionalização, a meta estabelecida para a operação plena é de 624 atendimentos por ano. A implantação ocorrerá gradualmente. Nos três primeiros meses, a meta será de 16 atendimentos mensais; do quarto ao sexto mês, de 31 atendimentos; e, a partir do sétimo mês, será alcançada a capacidade plena de 52 atendimentos por mês. No momento, o Estado já trabalha nos trâmites para início da operação.

O serviço também contará com retaguarda de urgência e emergência 24 horas por dia, sete dias por semana, para oferecer suporte aos pacientes em casos de intercorrências, reações ou complicações relacionadas às terapias radioterápicas e braquiterápicas.

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