Saúde

Governo sensibiliza mães para doação do leite materno

O incentivo ao aleitamento materno faz parte das políticas públicas de prevenção às doenças e de promoção à saúde da criança e da mulher que vêm sendo implementadas pela Secretaria de Estado de Saúde (Ses). No Estado, além da realização de ações de conscientizações sobre a importância e os benefícios da amamentação tanto para a mãe como para o filho, a Saúde desencadeará a ação de doação do leite materno na primeira quinzena de outubro. “Neste momento, em que o Ministério da Saúde lança essa importante campanha cabe ao Estado propagar a divulgação da campanha na conscientização das mães sobre a amamentação materna. Fundamental ainda é dar ênfase nas ações de forma contínua. Para tanto, o Estado fará uma segunda importante mobilização na doação do leite materno”, disse o superintendente de da Atenção Integral à Saúde.

Nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), abriu oficialmente as comemorações da Semana Mundial da Amamentação no Brasil, que tem como tema “Até os seis meses, seu bebê só precisa de leite materno. Depois ofereça outros alimentos e continue amamentando”. A idéia do MS é aproveitar a Semana Mundial, que vai de 25 a 31 de agosto, para realizar a campanhas sobre a importância do aleitamento materno até os dois anos ou mais quanto da introdução de alimentação complementar a partir dos seis primeiros meses de vida da criança.

Conforme Victor Rodrigues, a ação que será desenvolvida em outubro, em Mato Grosso, visa fomentar e divulgar os serviços dos três bancos de leites existentes na Capital e que funcionam no Pronto Socorro Municipal da Capital (PSMC), Hospital Geral (HGU) e Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM). “O leite doado supre a necessidade dos recém-nascidos internados nas Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) neonatais, cujas mães muitas vezes estão internadas e impossibilitadas de amamentarem, além das crianças da mãe portadores de Aids, que não podem dar o peito ao filho”, informou. Também está em fase de implantação um banco de Leite em Cáceres e há outro projeto para o município de Sorriso.

A assistente social da Coordenadoria de Ações Programáticas Estratégicas (CAPE), Sônia Pereira da Silva, lembrou que a doação deve ser feita pelas mães que tenham leite em excesso para não comprometer a amamentação do seu filho. “Nosso objetivo é incentivar as mães a doarem o excesso de leite que têm, pois os bancos têm capacidade para estocar e processar o produto”, disse.

Sônia Pereira explica que há um rígido controle de qualidade do produto desde a coleta até o consumo. Uma equipe, formado por um profissional capacitado do Corpo de Bombeiros, é quem faz a coleta dos frascos. A equipe vai até a casa da mãe doadora, deixa o frasco esterilizado e orienta a mãe sobre o procedimento correto de ordenhar o leite, que pode ser guardado na geladeira por até 24 horas e no freezer por 15 dias. Após a coleta, é só ligar que Corpo de Bombeiros vai buscar e distribui para os três bancos de leite, que também recebem doações de vidros com tampas de plástico.

Antes de ser dado para a criança, o leite é processado e pasteurizado, o que elimina 100% das impurezas. Para doação do leite, as mães interessadas poderão entrar em contato com os bancos de leite pelos telefones 615-7203 (Hospital Júlio Muller), 617-1772 (Pronto Socorro Municipal de Cuiabá), 616-7000 (Hospital Geral Universitário) e também no telefone 0800-647-1213 (Se Ligue na Saúde). Estes números automaticamente estão conectados ao Corpo de Bombeiros, que presta o serviço solidário de buscar o leite na casa do doador.

Victor Rodrigues lembrou que o leite materno é rico em imunoglobulina (anticorpos) o que preveni doenças intestinais, respiratórias, entre outras. Proporciona a nutrição equilibrada e ideal para o crescimento, sendo fundamental no combate à desnutrição e para a redução dos índices de morbi-mortalidade infantil.

Também é rico em líquido, proteínas, gorduras e acúcares ideais para os recém-nascidos humanos. Vale lembrar que nos seis primeiros meses de vida, mesmo neste período de seca, o leite materno é o único alimento que se deve dar ao bebê. Já as mães podem e devem aumentar a ingestão de líquidos. Além disso, o aleitamento materno também proporciona um binômio que é a interação afetiva entre a mãe e o bebê. Já o leite de origem animal é adoçado e de fácil para a criança sugar, o que faz abandonar o peito.

A amamentação ajuda a proteger também a saúde da mulher ao reduzir os riscos de câncer do ovário e das mamas, anemia por deficiência de ferro e fraturas de quadril ajudando o útero recuperar seu tamanho normal e reduz o risco de hemorragia.