Política

Blairo diz que produtores devem ajudar a melhorar a imagem do Estado

O governador Blairo Maggi disse nesta sexta-feira, em Cuiabá, durante palestra proferida na Bienal dos Negócios da Agricultura, que todos devem se empenhar pela mudança da imagem de Mato Grosso. Maggi destacou que o combate às irregularidades nos desmatamentos e queimadas, deve ser de responsabilidade de produtores rurais, de líderes políticos e empresariais. “Isso [as notícias pelo mundo afora] pode acarretar barreiras alfandegárias para nossos produtos”, disse o governador.

A Bienal, organizada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), começou na quarta-feira no Centro de Eventos do Pantanal e termina na tarde desta sexta-feira com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, instalando a Câmara Setorial do Algodão. O evento, que conta com o apoio do Governo de Mato Grosso e outros parceiros como o Sebrae, o Senar e institutos ligados à soja e ao algodão, discute os novos rumos da agricultura.

Durante a palestra, que fez parte do painel sobre responsabilidade ambiental, Maggi explicou o funcionamento da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que foi criada para por em execução uma nova política ambiental no Estado. O governador enfatizou que nenhum investimento terá obstáculo, desde que siga a legislação. “Esta sempre foi nossa obrigação e estamos executando essa legislação que é bastante dura”, ressaltou. Os produtores serão orientados pela Sema sobre suas responsabilidades nas esferas criminal e civil caso pratiquem infrações ambientais.

O governador também defendeu o diálogo entre os organismos ambientais e os demais setores, que incluem o governo e a classe produtora. “A Sema será o elo entre o setor produtivo e os ambientalistas”, disse Maggi, lembrando que recentemente manteve um encontro com representantes do Greenpeace para discutir as políticas ambientais.

O painel teve a participação do pesquisador Daniel Nepstad, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que falou sobre as vantagens da certificação ambiental. Um dos exemplos das propriedades que se desenvolvem de forma sustentável vem de Tangará da Serra, onde produtores se uniram numa associação e passaram a produzir produtos orgânicos e que já estão sendo vendidos também para o exterior. De acordo com o secretário Marcos Machado (Sema), que foi o coordenador do painel, tais produtos (agropecuários) também receberão o Selo Verde, criado por lei, que está sendo aperfeiçoado, e que já na segunda quinzena de setembro estará disponível.

Marcos Machado (Sema) disse ainda que o Estado vai estimular os produtores rurais que desejarem criar em suas propriedades uma Reserva de Proteção do Patrimônio Natural (RPPN). Estes empresários poderão ter a isenção do Imposto Territorial Rural (ITR) e ainda a concessão de financiamentos para desenvolver o eco-turismo, entre outras vantagens. “Ao criar a reserva, embora seja particular, a área recebe proteção do Estado, seja contra o fogo ou contra a ação de invasores”, afirmou.