A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) analisou, com empresários, representantes sindicais e lideranças industriais os impactos, riscos e desafios da medida para a indústria mato-grossense e nacional com a proposta de encerrar a escala de de trabalho de 6 dias x 1 e seus possíveis reflexos para o setor produtivo. O presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI e representante da Fiemt, Alexandre Furlan expôs que a mão de obra na estrutura de custos das empresas, representa mais da metade do valor gerado, podendo pressionar especialmente micro, pequenas e médias indústrias. Estudos apresentados indicam que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais pode elevar os custos das empresas brasileiras em até R$ 267,2 bilhões por ano, representando um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos. O impacto tende a ser mais intenso na indústria da construção e nas micro e pequenas empresas industriais. A CNI estima que, para contratos de 40 horas semanais, pode haver aumento de aproximadamente 10% no valor da hora trabalhada regular.


