O procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, e a juíza criminal de Cuiabá, Selma Rosane dos Santos Arruda, foram solicitados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação Fiscal, instalada na Assembleia, a prestar esclarecimentos do entendimento de que o empresário João Batista Rosa foi vítima do esquema de cobrança de propina para concessão de incentivos fiscais que levou à cadeia, no final de setembro, o ex-governador Silval Barbosa e os ex-secretários de Estado Marcel de Cursi e Pedro Nadaf. A CPI aprovou, à unanimidade, dois requerimentos em que cobra do chefe do Ministério Público Estadual e da magistrada explicações (por escrito e em oitiva) dos motivos que levaram ao cancelamento do acordo de delação premiada firmado com o empresário, o que fez com que ele passasse a figurar como vítima da suposta organização criminosa formada por Silval, Marcel e Nadaf.