Política

Zeca diz que indefinição de Taques prejudica o PDT em Mato Grosso

A falta de uma definição por parte do governador Pedro Taques sobre quando pretende se desfiliar do PDT tem atrapalhado a reestruturação da legenda visando a eleição de 2016. É o que afirma o presidente estadual da sigla, o deputado Zeca Viana, segundo quem lideranças que demonstram interesse em ingressar no partido ainda não o teriam feito por não ter certeza da saída do chefe do Executivo.

Segundo Zeca, a principal preocupação destas pessoas é de que, se Taques permanecer filiado, pode não haver espaço dentro do PDT para seus projetos políticos, que incluiriam candidaturas à Prefeitura de Cuiabá e até mesmo a construção de um nome ao governo do Estado na eleição de 2018. O presidente da legenda preferiu não citar nomes, mas entre os que já receberam o convite para se filiar e que estariam receosos estaria o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR). O republicano confirma ter conversado com Zeca acerca do assunto, mas pondera não fazer parte de seus planos deixar o PR no momento.

O próprio Zeca afirma, todavia, ter informações seguras de que Taques deve se desfiliar ainda em agosto. Quase seis meses após as primeiras declarações de insatisfação com o partido, o governador dá sua saída do PDT como certa, restando a definição somente de uma data para oficializar o fim de seu vínculo com a legenda. Até mesmo o partido para onde ele migrará já teria sido definido: o PSB, embora o chefe do Executivo não confirme a decisão ainda.

Mesmo com as dificuldades que a saída de Taques tem causado, Zeca Viana sustenta estar otimista quanto à manutenção da legenda no Estado. De acordo com o parlamentar, entre já filiados e possíveis novas adesões, o PDT tem, pelo menos, quatro nomes que podem vir a disputar a Prefeitura de Cuiabá. A tendência, segundo o presidente, é que o partido tenha uma candidatura própria, assim como orienta a Executiva Nacional.

Já quanto a possível debandada de filiados com a saída de Taques, Zeca diz estar tranquilo, embora ao menos três dos seis prefeitos da sigla já tenham demonstrado esse interesse. “Os prefeitos que são pedetistas de raiz mesmo não vão sair. Os outros têm todo o direito de escolher o que acham que é melhor”, pondera, ressaltando que em uma viagem recente ao Vale do Araguaia só encontrou uma liderança interessada em seguir o governador.